Instrumento versátil

Edição 2 / Seletas / Editorial / 13 de novembro de 2015
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A oferta de ações da General Shopping tornou-se um dos destaques da semana. A administradora de shopping centers foi a segunda companhia a usar a Instrução 476 da Comissão de Valores Mobiliários, concebida para abrir uma via ágil de emissão de ações ao mercado. No lugar de algumas dezenas de subscritores, a operação foi encerrada com apenas um: o próprio controlador. O mercado achou estranho. Que razões motivariam uma empresa a bancar os gastos de uma emissão pública para levantar recursos somente com o dono? A resposta, como mostra a reportagem desta edição, expõe a versatilidade da nova instrução.

Bem menos inteligentes revelaram-se os fundos de direitos creditórios criados há alguns anos pela Petrobras para prover recursos aos seus fornecedores. Debelados pela burocracia das regras criadas no programa da estatal e pelas dificuldades econômicas das companhias, vários desses fundos sumiram do mapa.

Também nesta edição, um retrato do mau momento dos fundos de ações e outro do reduzido aproveitamento do mercado de capitais para financiamento da infraestrutura no País. Em sua coluna, Eliseu Martins brilhantemente revela angústias acerca da “verdade contábil”. E uma boa notícia: o governo federal lançou regras para ampliar a transparência de suas subsidiárias. As informações terão de ser apresentadas na internet, com acesso fácil e organizado. Um aceno simpático em tempos de acirrada desconfiança.



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