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Pedra preciosa
O poderoso chefe da Blackstone e a história recente da indústria de private equity

Que tal contratar Rod Stewart para uma canja na sua festa por US$ 1 milhão de dólares? Aliás, imagine o calibre da festa: o aniversário de Steve Schwarzman, CEO e presidente do conselho de administração da Blackstone, uma das principais firmas de private equity do mundo, em janeiro de 2007. Alguns meses depois, a empresa voltaria a impressionar o mercado com o sucesso de sua abertura de capital, hoje um dos eventos percebidos como sinal claro dos excessos da crise que se avizinhava. King of Capital inicia sua narrativa no ponto mais alto da trajetória da Blackstone e na coroação de seu maior arquiteto, o senhor Schwarzman. Apoiando–se nesses dois personagens, os autores David Carey e John E. Morris discutem a evolução da indústria global de private equity e sua relação com o mundo empresarial.

, Pedra preciosa, Capital Aberto
O subtítulo — The Remarkable Rise, Fall, and Rise Again of Steve Schwarzman and Blackstone — resume bem a atividade de investimento em empresas e a volatilidade dos resultados da Blackstone. A companhia, assim como seus competidores (alguns não mais entre nós), teve seus altos e baixos e, em alguns momentos, um futuro incerto. Mas na selva dos gestores de investimentos, a lei evolucionista de Darwin também funciona, impondo a seleção natural e a sobrevivência do mais adaptável.

Desde a gênese da empresa até seu ápice, a Blackstone sempre se destacou por sua capacidade de perseverar, mesmo quando foi seduzida pela tentação do comportamento de manada, no período compreendido entre 2004 e 2007. O livro é rico em exemplos desse atributo, usado tanto nos investimentos que deram certo como naqueles que não prosperaram. A obra também permite acompanhar a evolução da estratégia da indústria, que migrou de retornos propiciados por elevada alavancagem para a busca de melhorias operacionais nas empresas investidas.

Pode–se dizer que a dupla de autores conseguiu fornecer uma biografia parcial de Schwarzman, cujo ego se sobressai em várias situações. Uma divertida passagem descreve a reação de um rico banqueiro de investimento que se vê em uma praia exclusiva no Caribe invadida pelo enorme iate de Schwarzman. “Senti vontade de liderar uma revolução naquele momento”, disse ele, diante do excesso opressivo causado pelo executivo.

Um ponto polêmico que emerge naturalmente do livro é a questão do papel econômico e social das firmas de private equity. Esses investidores são meros chacais oportunistas que desmembram empresas para vender seus pedaços por um lucro fácil e rápido? Ou representam um arranjo empresarial que alinha os interesses de donos e executivos, melhora o monitoramento e devolve empresas mais saudáveis e produtivas para a sociedade? Embora as evidências apresentadas apontem claramente para a segunda hipótese, a remuneração estratosférica e os excessos públicos de alguns expoentes dessa indústria têm levado a reações negativas da sociedade em várias dimensões.

Um exemplo claro é a discussão, nos Estados Unidos, do aumento do imposto sobre os ganhos de capital desses fundos, carinhosamente apelidado de “Blackstone tax”. Enquanto Schwarzman paga 15% de imposto sobre os ganhos (sua remuneração foi próxima a US$ 400 milhões em 2007), os trabalhadores norte–americanos chegam a ser taxados em 40% sobre suas rendas. Os protestos em Wall Street e mundo afora contra o mercado financeiro são apenas um reflexo tangível do eterno embate entre capital e trabalho.


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