Governança corporativa ainda é artigo de luxo

Edição 28 / 1 de dezembro de 2005
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As boas práticas de governança corporativa estão restritas a poucos. Fazem parte da rotina de um seleto grupo de companhias abertas brasileiras, mas passam longe da maioria das empresas mais negociadas na Bovespa. É o que se pode concluir das pesquisas do I Prêmio do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), concedido em congresso realizado pela entidade no dia 21 de novembro.

O estudo partiu das respostas de 146 companhias a um conjunto de 20 perguntas formuladas pelos professores Ricardo Leal e André Carvalhal, da COPPEAD/UFRJ. Destas, foram escolhidas quatro finalistas, que passaram à fase de entrevistas. Considerando-se um ponto para cada resposta positiva ao questionário, chegou-se à nota média de 9,33 para as 146 entrevistadas, numa escala de zero a 20.

Consideradas apenas as 20 primeiras do ranking, contudo, a nota média sobe para 14,6. E cai para 8,7 no grupo das classificadas entre as posições 20 e 146. “As práticas de governança ainda são muito pouco homogêneas entre as companhias brasileiras”, afirma Alexandre Di Miceli, professor da FEA-USP e coordenador da pesquisa.

As respostas também permitem algumas conclusões sobre o estágio de governança das nossas companhias abertas. Os conselhos de administração, por exemplo, saíram bem avaliados na pesquisa. Foi apurado que 72,6% das empresas têm pessoas diferentes nos cargos de presidente do conselho e presidente-executivo. E que em 73,3% dos casos o conselho é composto apenas por membros externos, com exceção do presidente da diretoria (CEO). O estudo apurou também que em 65,8% das empresas o conselho tem entre cinco e nove membros, conforme recomendado pelo código do IBGC. As vencedoras do ranking na categoria de empresas listadas foram CCR e Sabesp. A Lojas Renner ganhou o prêmio na categoria inovação.


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