Bancos

Sempre na dianteira

Especial/Relações com Investidores/Reportagens/Edições/Temas / 1 de setembro de 2006
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A idéia de que, independentemente de a economia ir bem ou mal, os bancos estão sempre ganhando, já faz parte do imaginário popular. E existem boas razões para que este senso comum persista. Os grandes bancos brasileiros são bastante eficientes e conseguem se adaptar a qualquer cenário, avaliam os especialistas consultados.

Um bom exemplo dessa eficiência pode ser constatado a partir do balanço de 2005 dos cinco maiores bancos do País — os estatais Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal e os privados Bradesco, Itaú e Unibanco (que seguem esta ordem em número de ativos). Segundo levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-econômicos (Dieese), o lucro líquido das cinco instituições registrou crescimento de 50% no ano passado, atingindo R$ 18,8 bilhões. O Bradesco foi o que apresentou o maior resultado, com lucro líquido de R$ 5,5 bilhões. O Itaú vem em seguida, com R$ 5,3 bilhões, e registra a maior rentabilidade patrimonial, da ordem de 33,7% . Isso significa que, para cada R$ 100,00 de capital próprio que aplicou, o Itaú obteve retorno de R$ 33,70, o que garante a recuperação de todo o capital investido dentro de três anos.

Além dos consistentes resultados financeiros, os grandes bancos também são conhecidos pelo alto desenvolvimento tecnológico e pela forte concentração: em 2005, as dez maiores instituições foram responsáveis por 85,5% dos depósitos totais e por 80% de todos os ativos. Um ponto em que o setor deixa a desejar é a relação entre crédito e PIB (quanto maior for essa relação, maiores as perspectivas de crescimento do país). No Brasil, este índice está em torno de 32%, contra 55% do Chile (uma economia pequena, mas que cresce mais que a brasileira) e 120% da China e dos Estados Unidos.

O setor lucra com a alta da taxa básica de juros da economia — conhecida como Selic. A taxa é usada nas transações entre os bancos e o Banco Central, além de servir como referência para as demais operações bancárias e para a taxa do CDI, cobrada nos empréstimos interbancários. Mas as instituições também ganham com o dinamismo da economia, que acaba influenciando a procura por crédito. E é justamente nas modalidades de crédito às pessoas físicas e nas operações com pequenas e médias empresas, segundo o Dieese, que o setor pratica as mais elevadas taxas de juros, podendo alcançar 150% ao ano.

A oferta de crédito consignado é a que tem se mostrado mais atraente: o valor das parcelas é descontado diretamente na folha de pagamento dos empregados ou nas contas dos pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o que reduz o risco de inadimplência. Os bancos também vêm investindo no crédito direto ao consumidor (CDC), por meio de parcerias com o varejo, ou partindo para a incorporação de financeiras, como foi o caso da Aymoré pelo ABN, da Zogbi pelo Bradesco, e da Taií, lançada pelo Itaú.

Em 2005, os cinco maiores bancos destinaram 43,6% do ativo total para aplicações em títulos públicos e 34,6% para operações de crédito. A terceira maior fonte de lucro para o setor são as receitas de prestação de serviços, ou tarifas bancárias. Para se ter uma idéia, as maiores instituições arrecadaram R$ 29 bilhões dos clientes na cobrança de serviços em 2005 — receita que superou em 21,8% as despesas de pessoal no ano (R$ 23,8 bilhões).


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