À espreita

Mesmo com alta de F&A, investidor espera mais segurança e eficiência do Brasil

Captação de recursos / Artigos e Estudos / 9 de outubro de 2014
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Claudio YamashitaO Deal Flow Indicator (DFI) é um indicador de atividades futuras de fusão e aquisição (F&A) desenvolvido pela Intralinks, empresa fornecedora de soluções para distribuição de software, gestão de conteúdo entre companhias e colaboração. O mais recente índice, publicado em julho, apontou crescimento de 16% entre o primeiro e o segundo trimestre e de 12% em relação a um ano antes, no estágio inicial das atividades globais de F&A. Os desempenhos foram particularmente fortes na Europa, no Oriente Médio e na África (Emea, na sigla em inglês), bem como na América do Norte.

Com base nos resultados do DFI até aqui e em sua forte correlação com o volume futuro de acordos anunciados, projeta-se que os volumes de F&A ao fim de 2014 mostrem uma expansão anual entre 6% e 10%, em comparação com 2013. Seria a maior alta desde 2010.

Na América Latina, o desempenho permanece mais fraco do que o de Estados Unidos, Canadá e a região Emea, mas o continente está preparado para progredir. Embora as atividades de F&A nos estágios iniciais tenham caído 7% do ano passado para cá, detectou-se um saudável aumento de 20% entre o primeiro e o segundo trimestre. O desempenho foi liderado pelo Brasil, que sozinho registrou elevação de 26% no comparativo trimestral; espera-se que isso se reflita no anúncio de acordos no fim do ano.

A Intralinks também promoveu uma pesquisa com mais de mil profissionais de F&A em todo o mundo para detectar suas impressões e visões sobre esse mercado. De acordo com os resultados, esses negociadores continuam a expressar um grau menor de otimismo nas previsões para a região, inclusive para o nosso país, até a virada do ano.

O mercado internacional monitora atentamente movimentos do governo brasileiro que representem intervenções na regulamentação do mercado interno, a exemplo do que ocorreu no passado com a redução das tarifas de energia. Tais incertezas são sinônimo de ausência de previsibilidade, o que acaba por gerar nos investidores uma resistência maior quanto a trazer seus capitais para o Brasil, ao mesmo tempo em que outros países da América Latina têm prosperado ao praticar políticas de transparência e de visibilidade positiva de médio e de longo prazos. É o caso do México, que anunciou uma série de reformas no fim de 2013.

Muitas são as variáveis presentes no processo de elaboração de uma previsão sobre o comportamento do mercado de F&A. Além disso, 2014 é um ano atípico, por causa da realização da Copa do Mundo e da eleição presidencial. Uma tendência que pode se impor ao fim é que, se por um lado há investidores segurando os recursos que poderiam ser destinados ao Brasil, por outro existem empresas e fundos de investimento que se capitalizaram no ano passado e necessitam aplicar esse dinheiro. Outro ponto a ser considerado é que, com a desvalorização do real perante o dólar, se torna menos atrativo aplicar esse capital no exterior.

Com a melhora dos indicadores econômicos no bloco europeu e na América do Norte, há um expressivo aumento da concorrência no mercado, o que força o Brasil a exibir uma efetiva política de longo prazo em andamento. O crescimento baseado no consumo está desacelerando e o mercado sabe que o modelo não se sustenta. Cabe provar ao resto do mundo o quão eficiente e seguro o País consegue ser.


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Tags:  Brasil CAPITAL ABERTO mercado de capitais fusão e aquisição segurança DFI Deal Flow Indicator F&A eficiência Encontrou algum erro? Envie um e-mail



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