Brasileiras engajadas

Comitiva de companhias viaja à Alemanha para propor sugestões à minuta do relatório integrado

Relações com Investidores/Edição 118 / 1 de junho de 2013
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No fim do mês passado, um grupo de representantes de companhias brasileiras participantes do projeto piloto do relatório integrado viajou a Frankfurt, na Alemanha, para um encontro promovido pelo International Integrated Reporting Council (IIRC). Na ocasião, o órgão colheu sugestões e críticas em relação ao documento “Consultation draft of the international framework”, publicado em abril — uma minuta com os itens que devem constar no relatório. O IIRC aceita comentários do público até julho.

Um dos pontos abordados pela comitiva de brasileiros foi a necessidade de o relatório ser mais prático. “É muito conceitual”, afirma Sérgio Serapião, diretor executivo da Via Gutenberg, consultoria de assuntos ambientais. Ele se refere aos poucos momentos em que a minuta esclarece, passo a passo, como deve ser feita cada seção do relatório. Serapião foca ainda a questão da materialidade. “Não está claro como as empresas devem apresentar os pontos mais relevantes do seu negócio e como isso causa impactos na sociedade e no meio ambiente”, explica.

Luiz Pires, especialista em sustentabilidade da AES Brasil, coordena um dos grupos de trabalho do projeto piloto brasileiro, o GT de Preparação e Formato. Ele acredita que as empresas brasileiras ainda precisam evoluir na forma de relacionar os seis “capitais” pedidos pelo documento — financeiro, humano, intelectual, natural (ativos ambientais), social ou de relacionamento, e humano faturado (ativos tangíveis e imobilizados). “Se você não entende como cada um deles entra no seu negócio e gera valor, não consegue produzir um relatório integrado”, afirma.

Leandro Machado, gerente de assuntos corporativos da fabricante de cosméticos Natura, conta que a empresa deu um passo à frente nesse sentido ao elencar, no relatório anual de 2012, os temas-chaves para o seu modelo de negócio — qualidade das relações, mudanças climáticas, sociobiodiversidade, resíduos, água, empreendedorismo sustentável e educação — e organizar as informações da publicação em torno deles. “Com isso, procuramos transformar temas do mercado de capitais em assuntos mais palatáveis”, explica o gerente da Natura. O plano é que as diretrizes para produção do relatório integrado estejam finalizadas para uso das companhias a partir de 2014. A adoção do documento é voluntária.


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