FIPs interferem em empresas antes de investir

Governança Corporativa/Temas/Edição 69 / 2 de maio de 2009
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Uma nova postura surge entre gestores de fundos de participações em empresas de capital fechado: o trabalho estratégico na companhia-alvo antes de ocorrer o investimento. Nada de arregaçar as mangas somente depois de comprar a participação. A ideia é alinhar os interesses das duas partes antes mesmo de cair a primeira gota de dinheiro no negócio.

A gestora de recursos NSG Capital emprega esse formato desde 2008, quando começou a atuar em duas empresas de energia verde. O novo modelo propõe que, além do potencial de crescimento, a empresa apresente uma proposta mais palatável ao possível comprador. Geralmente, fundos de private equity (PE) são abertos para captação sem que nenhum ativo ainda tenha sido escolhido, muito menos lapidado. “Os fundos de pensão, principais investidores no mercado de private equity, sentem-se desconfortáveis em comprometer seu capital em um FIP oco”, observa Andréa Lopes, diretora de estruturação da NSG.

Para oferecer um produto mais recheado, a NSG começa exigindo a contratação de um diretor financeiro que ela própria indica e ocupa assentos nos conselhos de administração e fiscal da empresa. A governança corporativa ganha espaço destacado, com um departamento especializado para assessorar as possíveis investidas. “Analisamos e formatamos documentos importantes, como estatutos e acordos de aquisição de ações, de forma que o investidor, lá na frente, não tenha surpresas”, diz Andréa.

A Performa Investimentos segue a mesma linha da NSG. Com foco nas empresas em estágio inicial, ela se preocupa em oferecer uma rede de parceiros renomados em advocacia, marketing, varejo, franquia e tecnologia. O sócio Humberto Matsuda diz não temer a chegada repentina de um investidor que compre o empreendimento e se aproveite de todo o esforço despendido pela Performa. “As empresas acabam se tornando dependentes da gente”, diz.


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