Financiando educação

Ex–estudantes divulgam modelo de fundos endowment para universidades e fundações

Captação de recursos/Temas/Edição 105 / 1 de maio de 2012
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Em 2008, Daniel Ávila, Daniel Resende e Felipe Sotto–Maior mal tinham recebido o título de bacharéis pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) quando foram convocados pelo centro acadêmico da escola, o XI de agosto, para uma missão: ajudá–lo a investir o valor milionário recebido de uma indenização, tornando a verba uma fonte de renda para a organização estudantil. O trio de amigos era conhecido pela familiaridade com o mundo das finanças e logo percebeu que o convite era uma oportunidade para replicar o modelo de gestão dos bilionários fundos endowment de universidades norte–americanas, como Harvard e Yale, que arrecadam doações financeiras de ex–estudantes e investem o dinheiro no mercado de capitais. O rendimento supre boa parte dos custos dessas instituições.

O XI de Agosto não implementou um fundo endowment, porque não chegou a montar um programa de doações. Mas não demorou para a Escola Politécnica da USP descobrir a iniciativa e chamar Ávila, Resende e Sotto–Maior para aí, sim, criar o primeiro fundo do tipo de uma universidade brasileira — no caso, o da escola de engenharia da USP. Ainda em estágio inicial, o fundo contabilizou as primeiras doações em 2011 e hoje tem o patrimônio exposto a ações e títulos públicos, por meio de veículos de investimento geridos por bancos e assets independentes.

Os três colegas da São Francisco formaram a consultoria Endowments do Brasil e têm apresentado essa forma de financiamento em workshops de faculdades e fundações de todo o País. Segundo Daniel Ávila, está em processo de constituição um fundo endowment para a Direito GV, da Fundação Getulio Vargas. A Endowments do Brasil auxilia as instituições a elaborar o regulamento dos fundos, angariar doadores e selecionar gestores.


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