EY celebra termo de R$ 650 mil para encerrar caso Taurus

A EY concordou em pagar R$ 650 mil à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para encerrar o processo que apurava irregularidades nas demonstrações financeiras da fabricante de armas e equipamentos de segurança Forjas Taurus. Luis Carlos de Souza, sócio que assinou o trabalho, se comprometeu a deixar …



Ilustração: Rodrigo Auada

A EY concordou em pagar R$ 650 mil à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para encerrar o processo que apurava irregularidades nas demonstrações financeiras da fabricante de armas e equipamentos de segurança Forjas Taurus. Luis Carlos de Souza, sócio que assinou o trabalho, se comprometeu a deixar a função de responsável técnico da firma (ou de qualquer outra auditoria) por dois anos, e está impedido de assinar relatórios de auditoria de companhias submetidas à regulação da CVM.

O foco do problema foi a venda da subsidiária Taurus Máquinas-Ferramenta para o grupo Süd Metal, em 2012. A transação havia sido acordada em R$ 115,3 milhões, a serem desembolsados em dez anos, e assim foi registrada no balanço. Em agosto de 2013, a operação foi renegociada pela metade do valor, R$ 57,8 milhões, sob a alegação de que a compradora, em dificuldades financeiras, não teria condições de arcar com os pagamentos.

Diante da redução significativa, a EY (na época Ernst & Young Terco), responsável pela auditoria da Taurus, ressalvou todas as demonstrações financeiras da companhia desde o segundo trimestre de 2012. Em seu relatório, afirmou que os motivos do reajuste já estavam “substancialmente presentes em junho de 2012” e, por essa razão, o balanço deveria ter reconhecido a nova cifra de forma retroativa. Como resultado, o lucro líquido de R$ 41 milhões, registrado no demonstrativo financeiro de 2012, se transformou em prejuízo de R$ 117 milhões.

O conserto contábil promovido pela EY, no entanto, chegou tarde demais. Ao analisar o caso, a superintendência de normas contábeis (SNC) da CVM concluiu que a firma não efetuou todos os procedimentos de verificação do registro da cifra de R$ 115,3 milhões. Se os tivesse feito, teria percebido que a transação tinha cláusulas contratuais que impediam o registro pelo valor de face. A autarquia encontrou ainda outras falhas, como a omissão de informações relevantes em nota explicativa.


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