Auditorias se negam a colaborar com investigações

Contabilidade e Auditoria/Internacional/Edição 112 / 1 de dezembro de 2012
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Até hoje, a SEC enfrenta dificuldades para investigar fraudes contábeis detectadas, em 2011, em companhias chinesas listadas nos Estados Unidos. Uma das apurações envolve a fabricante de softwares para o setor financeiro Longtop Financial Limited. A investigação vem sendo conduzida há cerca de dois anos, mas pouco evoluiu devido à recusa da Deloitte, auditora da Longtop, em fornecer documentos solicitados pela SEC. Apesar de reconhecer que enfrentou “problemas muito sérios” ao auditar a companhia, a Deloitte afirma que a entrega dos documentos vai contra a lei de segredos de Estado da China. A lei chinesa é bastante ampla ao definir o que pode ser considerado segredo de Estado. As questões vão desde assuntos relacionados à defesa e às relações internacionais até desenvolvimento econômico e tecnologia.

Num texto publicado em seu blog, a Glass Lewis recomenda que os acionistas ajam com ceticismo e analisem com cuidado companhias chinesas, sejam elas listadas em Hong Kong ou em outros mercados. Além disso, é bastante crítica às auditorias. “Não está claro se a recusa da Deloitte em entregar papéis à SEC é motivada pelo desejo de evitar punições do governo chinês aos seus auditores locais ou se é uma maneira de retirar atenção de suas falhas de auditoria”, escreveu Derris Vandivort, pesquisador da consultoria especializado em Ásia.

Em Hong Kong, a Securities and Futures Commission (SFC), regulador local, abriu procedimentos administrativos para penalizar a afiliada da Ernst & Young no país. O motivo é a negativa da empresa em fornecer documentos de auditoria relacionados à Standard Water Limited, empresa chinesa de tratamento de água que pretende se listar na Bolsa de Hong Kong. A alegação foi a mesma da Deloitte no caso Longtop.




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