Vale notifica risco de novo rompimento de barragem em Minas Gerais

Os principais acontecimentos para o mercado de capitais na semana de 13 a 17 de maio

Semana / 17 de maio de 2019
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Ilustração: Julia Padula

No dia 15, o Ministério Público de Minas Gerais expediu recomendação à Vale para que adote medidas para deixar claro à população de Barão de Cocais os riscos a que ela está sujeita em eventual ruptura da barragem sul superior da mina de Gongo Soco, após a companhia detectar riscos na construção. No mesmo dia, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais bloqueou 60 milhões das contas no Brasil da Tuv Süd, empresa que fazia auditoria das barragens da Vale, além de suspender as operações da empresa no País.

Um dia antes das más notícias, Eduardo Bartolomeo, presidente da Vale, anunciou, durante encontro com investidores em Barcelona, na Espanha, que a companhia estuda aumentar sua produção de minério de ferro em Carajás, no Pará, em cerca de 70% a partir de 2020. Segundo ele, passariam a ser produzidas 150 milhões de toneladas por ano, frente às atuais 90 milhões — a ampliação seria capaz de recuperar a queda produtiva decorrente da desativação de barragens após o desastre de Brumadinho (MG). No dia 13, a companhia já havia informado o mercado sua intenção de investir 11 bilhões em cinco anos para promover instalações para processamento a seco do minério de ferro.

13.05

– Braskem informa que, devido a atrasos na apresentação de resultados financeiros referentes a 2017, a Bolsa de Valores de Nova York (Nyse) suspendeu a negociação de ADSs da companhia, sujeita à deslistagem. A Braskem afirma que entregará a documentação o quanto antes.

15.05

– Gol comunica não ter conhecimento de documentos públicos acerca do acordo de delação premiada de Henrique Constantino, um dos sócios da companhia, homologado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal nesta semana. Conforme reportagem do jornal O Globo, o empresário afirmou ter repassado valores ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e ao ex-presidente da República Michel Temer.

– Acidente no setor de aciaria da usina da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) em Volta Redonda (RJ) causa reação química, fazendo com que funcionários inalassem gás. De acordo com a companhia, após a ocorrência, ainda sem causa determinada, 21 pessoas foram encaminhadas ao hospital.

– Via Varejo anuncia que o empresário Michael Klein, filho do fundador das Casas Bahia, contratou a assessoria financeira da XP Asset Management com o intuito de buscar sócios para adquirir ações da companhia. No ano passado, o Grupo Pão de Açúcar (GPA) anunciou o interesse em vender sua parcela de cerca de 36% da companhia.

16.05

– Copel vai estudar a possibilidade de disputar a compra de participações em parques eólicos a serem colocados à venda pela Eletrobras, segundo o presidente da empresa, Daniel Slaviero, em teleconferência com analistas.

– Natura comunica que mantém discussões com instituições financeiras para obter financiamento para a compra da Avon, mas que os bancos parceiros e os valores ainda não estão fechados. Chegou a ser veiculado na imprensa que Itaú e Bradesco já teriam dado garantia crédito por volta de 2 bilhões de dólares para a operação.

– Tribunal de Justiça de São Paulo determina que liminar que suspendeu o leilão das sete Unidades Produtivas Isoladas (UPIs) da Avianca — contendo os slots que a empresa possui e que seriam disputados por Latam, Gol e Azul — seja analisada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

– Alibaba, gigante chinês do e-commerce, lança no Brasil modalidade de envio que promete diminuir o tempo de entrega dos atuais 60 para 28 dias, com redução de até 59% nos valores de frete. A medida deve rivalizar com os sistemas de Magazine Luiza, Via Varejo e B2W.




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