Semana chega ao fim sob impacto de big techs, inflação e fala de Lula
Semana no mercado: Inflação positiva no Brasil, mas nem tanto nos EUA, balanços das big techs e Lula admitindo déficit primário em 2024.
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Inflação positiva no Brasil, mas nem tanto nos Estados Unidos, balanços das big techs com recepção mista pelos investidores e Lula admitindo déficit primário em 2024 foram os destaques da semana no mercado.

Nesta sexta-feira, o Bureau of Economic Analysis divulgou o Personal Consumption Expenditure (PCE), a principal medida de inflação dos Estados Unidos.

O resultado cheio veio em 0,4% de setembro, semelhante à variação de agosto e acima da expectativa, que era de 0,3 por cento. O núcleo do índice subiu 0,3 por cento, em linhas com as expectativas, mas mostrando uma aceleração em relação aos 0,1% de agosto.

Em 12 meses, o indicador mostra uma inflação acumulada de 3,7 por cento – abaixo dos 3,9% registrados em agosto, mas ainda muito acima da meta de 2%.

A avaliação do mercado foi que os indicadores reforçam a percepção de que o Fed deve manter as taxas de juros inalteradas na reunião da semana que vem, mas mantém em aberto a possibilidade de alta nas reuniões seguintes.

A visão ganhou peso depois do resultado do PIB americano, também divulgado nesta semana – que dá uma ideia do aquecimento da economia do país.

O crescimento do PIB americano no terceiro trimestre foi de 4,9%, acima da expectativa de 4,3% e muito acima do crescimento de 2,1% por cento do segundo trimestre.

Como resultado dos indicadores, os juros dos títulos da dívida pública americana voltaram a subir nesta sexta-feira, embora para um patamar menor do que os mais de 5% do começo da semana passada.

Por volta do meio-dia, o rendimento dos títulos estava em 4,858%.

Semana no mercado

No Brasil, também houve divulgação de inflação, mas a percepção é mais positiva.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), do IBGE — considerado a prévia da inflação oficial do país — subiu 0,21% em outubro. O resultado representa uma desaceleração em relação ao mês anterior, quando registrou queda de 0,35%.

A semana já havia começado com uma redução da previsão da inflação para este ano de 4,75% para 4,5% de acordo com o Boletim Focus.

Nesta sexta-feira, a XP, que mantinha uma posição mais conservadora, anunciou ter reduzido sua projeção de 4,8% para os 4,5%. A XP explicou a mudança como resultado de “surpresas benignas de curto prazo e pela redução nos preços da gasolina pela Petrobras”.

Para além dos dados macroeconômicos, a semana também foi marcada por importantes balanços do terceiro trimestre.

Nos Estados Unidos, quatro das cinco Big Techs divulgaram resultados, todos com números acima dos previstos pelos analistas de mercado. 

Os números positivos não foram suficientes para convencer os investidores. Alphabet (Google e You Tube) e Meta terminam a semana em queda.

Na quinta-feira, a Nasdaq registrou o pior resultado em dois dias do ano, com queda de 1,8% apenas nesta quinta. 

O índice se recuperou parcialmente nesta sexta-feira, impulsionado pela alta das ações de Amazon e Intel. A Microsoft foi outra gigante do segmento que teve o resultado positivo do balanço refletido no comportamento das ações.

“Muitos desses gigantes da tecnologia foram precificados para a perfeição”, disse ao Wall Street Journal John Lynch, diretor de investimentos da Comerica Wealth Management. “Estamos vendo um desempenho imperfeito.”

No Brasil, a Vale divulgou seu balanço do terceiro trimestre com resultado dentro do esperado pelo mercado.

A empresa informou um resultado operacional (EBITDA) de 20,9 bilhões de reais, 14,1% acima do reportado no mesmo período do ano anterior. 

O lucro líquido do período foi de 13,9 bilhões de reais, uma redução de -36,3% quando comparado com o terceiro trimestre de 2022.

A reação na bolsa foi positiva. No final do pregão desta sexta, as ações da Vale desafiavam a queda do Ibovespa e subiam mais de 3%.

O Ibovespa, que abrira em ligeira alta, passou a cair mais de 1% à tarde após a divulgação de falas de Lula, a jornalistas, em que o presidente admite que o país dificilmente vai zerar o déficit primário no ano que vem.

“Nós dificilmente chegaremos à meta zero, até porque eu não quero fazer cortes em investimentos e obras. A gente não precisa disso [meta fiscal zero]”, disse Lula, em café com jornalistas no Palácio do Planalto.

“Eu não vou estabelecer uma meta fiscal que me obrigue a começar o ano fazendo um corte de bilhões nas obras. Se o Brasil tiver o déficit de 0,5% o que é? 0,25% o que é? Nada. Vamos tomar a decisão correta e nós vamos fazer aquilo que vai ser melhor para o Brasil.”

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