Temporada de oportunidades em serviços financeiros na China

Política incentivada pelo governo local abre mercados enormes para empresas globais, principalmente em seguros

Artigos/Bolsas e conjuntura / 26 de junho de 2020
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Temporada de oportunidades em serviços financeiros na China

*Daniel Lau | Ilustração: Julia Padula

O ano de 2020 tem desafios e mudanças para o setor financeiro da China que vão além da crise global causada pela pandemia. O país continua com um processo cada vez mais intenso de abertura e reformas nos serviços financeiros, o que deve ampliar a estabilidade, a previsibilidade e o nível de investimento nos mercados chineses.

Em julho de 2019, o comitê de desenvolvimento e estabilidade financeira do país anunciou várias políticas direcionadas à abertura do setor, para permitir, por exemplo, a entrada de empresas 100% estrangeiras. O movimento evidencia o aprofundamento de reformas decorrente de decisão do 13º Congresso Nacional do Povo, realizado em março de 2019. Ficaram estabelecidas algumas permissões para empresas de capital integralmente de fora da China, a serem implementadas em 2020: participação no setor de seguros de vida, controle integral de companhias de seguros de vida, operação no mercado de títulos e valores mobiliários, controle de empresas de gestão de fundos e operação em mercados de futuros. Depois de 2020, as empresas internacionais poderão operar nos segmentos de rating de crédito, gerenciamento de fundos de pensão, gestão de fortunas, entre outros.

Esse amplo escopo representa grandes oportunidades a serem exploradas por empresas estrangeiras. A China tem, por exemplo, o segundo maior mercado mundial do ascendente segmento de riscos e seguros — e tem tudo para passar ao primeiro lugar.

A política de abertura deve ter diversos efeitos, como maior diversidade de produtos, o que tende a intensificar a competitividade; desenvolvimento mais amplo do mercado de financiamento direto; maior suporte para o processo de internacionalização do renminbi; mais investimentos estrangeiros no setor financeiro chinês durante a próxima década; e maior variedade no hoje concentrado mercado local de títulos e valores mobiliários.

Nesse contexto, as empresas brasileiras da indústria financeira devem se preparar para aproveitar essa onda de oportunidades. Afinal, empresas multinacionais de seguros já estão se antecipando, fazendo novos investimentos na China.

Vale também destacar que fintechs e insurtechs (startups do setor de seguros) chinesas têm protagonizado inovações no mercado local e também avançando fora da China. De acordo com levantamento feito pela Willis Towers Watson no terceiro trimestre de 2019, a China contribuiu com 13% da atividade global do negócio de insurtech, sob impulso das startups de seguros de saúde. Algumas dessas empresas já fornecem plataformas para que os consumidores ampliem suas interações com consultores e corretores e se envolvam de forma mais direta com os recursos educacionais de canais digitais como o WeChat.

Com seis insurtechs já classificadas como unicórnios, a China é um campo aberto para a operação de companhias de todo o mundo. As empresas brasileiras precisam se preparar para aproveitar a ebulição desse mercado gigantesco.


*Daniel Lau (Daniel.Lau@willistowerswatson.com) é diretor executivo do China Desk da Willis Towers Watson para a América Latina


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Tags:  China Startups inovação Fintechs Encontrou algum erro? Envie um e-mail



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