O mundo ao seu redor

Especial/Relações com Investidores/Reportagem/Edições/Temas / 1 de setembro de 2008
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Investir no mercado de ações sem entender o que se passa com o mundo e com o próprio País é muito arriscado. Antes de escolher as empresas em que você quer apostar as fichas, é importante saber que diversos fatores macroeconômicos podem influenciar nas perspectivas dos resultados da companhia e na cotação de suas ações. Até mesmo as grandes organizações, líderes de mercado, que geralmente demoram mais para sentir os impactos da economia, não estão livres de perdas ou ganhos propiciados pelo comportamento de variáveis como câmbio, juros, inflação, etc.

Para projetar para o futuro as informações que temos hoje, é preciso fazer a chamada análise “top-down”: primeiro olhamos o contexto mundial, depois como o País está inserido nesse cenário, então nos voltamos para os diferentes setores e, por último, para as empresas. Muitas corretoras realizam também o enfoque inverso, chamado de “bottom-up”. Este enfoque ocorre quando há alguma ação específica de maior interesse, de forma que são analisados primeiramente os fundamentos internos da companhia, depois o setor e o cenário global. Como a visão do micro para o macro requer muito mais conhecimento por parte do investidor, no caso deste guia elegemos como foco a visão “top-down.”

MUNDO
Se você é um leitor atento de jornais e revistas, certamente está informado sobre o que acontece no mundo. Esse conhecimento básico já é suficiente para saber responder às questões abaixo:

• Qual é a tendência econômica global? Crescimento ou recessão?
• Como estão se comportando as economias fortes, como Estados Unidos, Europa e Japão, e as economias emergentes como China, Brasil, Rússia e Índia?
• Que países estão liderando o crescimento mundial e quais são as perspectivas para os próximos anos?

A questão agora é entender como o cenário internacional pode influenciar as suas decisões de investimento. Quando a economia global está em expansão, as empresas brasileiras tendem a ser beneficiadas por uma série de fatores, como o aumento das exportações e a facilidade de obtenção de crédito. As companhias que trabalham com commodities, por exemplo, como aço, minério de ferro e papel e celulose, são diretamente favorecidas.

Por outro lado, se a tendência mundial aponta para um período de crise, os olhares devem ficar mais atentos. Quando uma recessão afeta os países mais ricos atinge fortemente as economias emergentes, como a nossa, especialmente sobre o câmbio e a taxas de juros. Também causa impacto intenso na balança comercial, tanto em relação a importações como exportações.

Outro ponto que deve ser observado é a relação desses países com o Brasil. Que esforços o País tem feito para estreitar o relacionamento com as nações ricas e as nações emergentes? Até que ponto o Brasil tem aproveitado, por exemplo, o crescimento acelerado da China em comparação com as demais economias? Como os investidores estrangeiros estão encarando as empresas brasileiras?

BRASIL
Depois de compreender o que acontece no mundo, é preciso prestar atenção no que se passa dentro de casa. Afinal, questões como andamento da economia e o ambiente político influem no desempenho das empresas.

Inflação, taxas de juros, produto interno bruto (PIB) e câmbio são fatores econômicos que devem estar sempre no seu radar. Inflação alta demais, como ensina a história do Brasil, puxa para baixo o crescimento sustentável de qualquer país. É importante saber que o “dragão” e os juros são grandezas inversamente proporcionais, e que cabe ao governo equilibrar essa equação. Ou seja, quando se reduz a taxa de juros, o consumidor compra mais e a inflação sobe. Na situação oposta, se a taxa de juros é elevada, a população consome menos, reduz-se a circulação de dinheiro na economia e a inflação tende a cair. Dessa forma, os títulos do governo tornam-se mais atrativos do ponto de vista do investimento.

No aspecto político, deve ser acompanhado o andamento das reformas e dos projetos de lei em tramitação no Congresso. As reformas tributária e da previdência estão entre as mais importantes, por serem necessárias para alavancar o desenvolvimento econômico do País em médio e longo prazos.


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