Empresas sem controlador crescem na bolsa de valores

Edição 33 / 1 de maio de 2006
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ed33_p006-007_pag_2_img_001Comum nos mercados inglês e norte-americano, o modelo de companhias abertas sem controlador definido chegou por aqui somente no ano passado, com a Lojas Renner. E, rapidamente, vem ganhando novos adeptos. No início deste ano, os fundos de pensão que detinham o controle da Embraer entenderam que a pulverização do capital no mercado era a única maneira de garantir a sua competitividade no longo prazo e ampliar a liquidez em bolsa. No final de março, os acionistas aprovaram a reestruturação que envolveu a troca de todas as ações preferenciais por ordinárias e conduziu a fabricante de aviões ao Novo Mercado. Desde então, foram pelo mesmo caminho a Perdigão, Submarino, Dasa e Gafisa.

Em meados de abril foi a vez da Telemar, que decidiu apresentar uma oferta para pulverizar o seu capital, mas condicionando-a uma valorização de 62% no preço das ações até 31 de julho deste ano (leia mais sobre a operação na página 12). A condição foi colocada para assegurar aos atuais controladores — GP Investimentos, Andrade Gutierrez e La Fonte — o prêmio de controle que consideram justo receber pela venda dos papéis, equivalente a 100%. No mesmo período, a São Carlos Empreendimentos, que atua no ramo de imóveis, também publicou um fato relevante comunicando a intenção de realizar oferta pública primária e secundária que a levará ao Novo Mercado e à dispersão do controle acionário.

Além das que decidiram pulverizar a totalidade do seu capital em bolsa, outras ficaram, após a oferta pública inicial (IPO), com mais de 50% do capital votante disperso no mercado e, portanto, sem um acionista controlador formal. Foram esses os casos da Vivax, que passou a ter 58% do capital total em bolsa, da Totvs (55,6%) e da recém-chegada American Bank Note — ABnote — (65%). A Cyrela, outra representante do setor imobiliário, é uma forte candidata a se juntar ao grupo após ter protocolado, em 20 de abril, o pedido de registro na CVM para uma oferta primária e secundária de ações ordinárias. Segundo o fato relevante divulgado pela companhia, a operação permitirá a saída de seu acionista Eirenor S.A, que detém 9,78% do capital social. Hoje 46,8% das ações da companhia já se encontram distribuídas no mercado.




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