Bom motivo para comemorar

Editorial / Edição 13 / 1 de setembro de 2004
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Capital Aberto comemora nesta edição um ano de seu lançamento, oficializado no dia 4 de setembro de 2003 em seminário na Bolsa de Valores de São Paulo. No evento, representantes da Comissão de Valores Mobiliários e dos patrocinadores que apoiaram o lançamento da publicação tratavam das perspectivas para novas aberturas de capital no País, tema que, por feliz coincidência, retorna à pauta da revista neste Especial de aniversário.

Desta vez, contudo, a menção aos processos de abertura de capital se faz de maneira completamente distinta. No lugar de projetos que se propunham a virar o jogo e estimular companhias a lançar ações, entram em pauta histórias reais de empresas que decidiram trazer a Bolsa de Valores para sua agenda de crescimento e de mudanças que conferiram novas referências para o mercado de capitais.

O projeto que foi pauta da primeira edição da Capital Aberto e seu evento de lançamento se trata da reforma da Instrução 202 da CVM, normativo que regulamenta o registro de empresa aberta. A idéia é flexibilizar as normas conforme o tipo de título emitido e o porte da companhia, de modo a estimular novas aberturas de capital. Ainda em estudo na CVM, o projeto entrará na reta final este ano e deverá ter sua minuta levada a audiência pública até meados de outubro, conforme informou o presidente da autarquia, Marcelo Trindade, em artigo especial para a edição de 1 ano desta publicação.

Doze meses depois, a Capital Aberto não trata apenas dos planos do regulador para incentivar a adesão de novas companhias ao mercado de capitais, mas dos casos de empresas que já decidiram colocar o mercado de ações como parte do seu plano estratégico. Fala também do projeto da Bovespa para criação de um mercado de acesso que viabilize emissões de companhias de menor porte e dos novos paradigmas que cercam os processos de ofertas públicas, sem os quais seria hoje improvável realizar uma operação de sucesso. Transparência, governança, pulverização das ações e diligência do intermediador são referências que se consolidaram rapidamente sob demanda do mercado e exigência da regulamentação. Por falar em demanda, como mostra reportagem à página 42, investidores institucionais revelam apetite para abocanhar parte das emissões de ações que chegam à Bolsa nos próximos meses, ainda que a trajetória declinante das taxas de juros tenha se confirmado bem mais lenta que o esperado no início do ano.

As taxas de juros, é verdade, continuam sendo a principal ameaça para o desenrolar dos planos de abertura de capital e para as novas emissões de ações. De qualquer forma, quatro passos certeiros foram dados até agora – as emissões de CCR, Natura, ALL e Gol – e outros estão sendo planejados para o resto do ano. Ao menos na comparação com o desânimo que contagiava o mercado quando da primeira edição da Capital Aberto, as reportagens especiais sobre abertura de capital que ilustram esta edição de aniversário são um bom motivo para comemorar.


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