Investimentos de longo prazo em educação corporativa resistem à crise

Estudo da Deloitte e do Grupo DMRH mostra que inovações, modelos diferenciados de alocação de pessoas, parcerias e soluções de alto impacto podem ajudar as organizações a manter ou ampliar os projetos educacionais

Deloitte | Audit & Assurance / 3 de novembro de 2016
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Apesar de o cenário econômico desafiador levar as empresas a repensar seus investimentos de curto prazo, é crescente a intenção das corporações de priorizar os projetos de formação continuada de profissionais nos próximos anos. A conclusão vem da pesquisa “Educação corporativa no Brasil – Habilidades para uma nova era do conhecimento”, feita pela Deloitte em parceria com o Grupo DMRH. O estudo ouviu 178 profissionais, dos quais mais da metade (57%) pertence ao grupo executivo da empresa em que atuam. Entre os participantes, 30% estão em companhias com faturamento anual superior a R$ 1 bilhão (valor referente ao ano de 2015).

Inovações, modelos diferenciados de alocação de pessoas, parcerias e, principalmente, foco em soluções de alto impacto podem ajudar as organizações a manter (ou mesmo ampliar) suas estratégias na área de educação empresarial. Em comparação com o levantamento sobre o tema de 2014, houve um aumento de 42% na quantidade de companhias com equipes dedicadas à questão educacional e um crescimento de 14% no número de empresas que possuem universidades corporativas. Em contrapartida, os investimentos destinados a estruturas de apoio e produção de conteúdos apresentaram queda.

Foi observada, ainda, uma retomada da modalidade presencial dos treinamentos em detrimento do modelo de educação a distância — um indicativo de que resgatar formatos tradicionais pode ser uma solução para simplificar e manter a efetividade da formação dos profissionais. “O resultado sugere que as empresas pretendem aguardar um momento mais favorável para fazer investimentos em plataformas de educação a distância de forma robusta, mesmo que isso signifique adiá-los por um período”, avalia Marcelo Natale, sócio-líder da Deloitte Educação Empresarial.

A seguir, confira as principais tendências apontadas pela pesquisa:

Empresas aderem mais a práticas de educação corporativa
O número de empresas com equipes dedicadas à educação corporativa aumentou 42% em 2016, em relação à pesquisa anterior.

Treinamentos ficam mais curtos
Embora tenha aumentado o número de empresas com estrutura concentrada na educação corporativa, houve uma queda no número de profissionais treinados por essas empresas. No entanto, considerando toda a amostra, a média geral de trabalhadores capacitados aumentou de 364 em 2014 para 391 em 2016. A média geral de horas de treinamento por profissional caiu de 30 em 2014 para 26 em 2016.

Modalidade presencial é retomada
A participação dos treinamentos presenciais em relação ao total cresceu de 67% para 74% de 2014 a 2016, enquanto a modalidade a distância caiu de 33% para 26% no período. A retomada do modelo presencial sugere que as organizações estão mantendo o foco em práticas tradicionais, reservando para o futuro os investimentos para a implementação de plataformas de educação a distância.

Parcerias ganham espaço
Programas de educação desenvolvidos por profissionais internos ou terceirizados mantiveram-se em um patamar semelhante ao verificado na pesquisa anterior, com discreto aumento da segunda modalidade e uma leve queda da primeira.

Hard skills crescem em comparação a soft skills
As competências consideradas técnicas e específicas para o desenvolvimento de determinadas funções (conhecidas como hard skills) conquistaram relevância frente às habilidades relacionadas a aspectos da personalidade do profissional (as chamadas soft skills). Contudo, vale o alerta de que os investimentos em soft skills têm grande relevância para o negócio e para os desafios do mercado de trabalho atual.

Confira o estudo completo em www.deloitte.com.br


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