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IPO numa economia forte

O Brasil se encontra bastante fortalecido economicamente, tanto que este momento favoreceu a conquista do selo de investment grade, concedido, no fim de abril, pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s e, em maio, pela Fitch Ratings (duas das maiores do mundo) e também pela canadense DBRS.

O PIB nacional cresceu 5,4% em 2007 e, em linhas gerais, a economia mostra-se forte, a começar pelo controle da inflação. Apesar de pressões no varejo por causa de repasses de aumento de custos industriais, as projeções ainda estão abaixo da meta de 4,5% estabelecida para este ano. Além disso, houve aumento do poder aquisitivo e da arrecadação tributária, implantação da nova legislação contábil, fusões de grandes empresas como Bovespa e BM&F e o crescimento do número de ofertas públicas iniciais de ações (IPOs), entre outros.

A expectativa no mercado de capitais para 2008 é de crescimento do chamado middle market. O Brasil está numa posição de destaque no mercado internacional

De acordo com a previsão de analistas, o dólar deve cair ainda mais. Esse sintoma, obviamente, afeta as exportações, mas não é prejudicial à economia brasileira. O dólar mais barato aumenta a competitividade da indústria nacional, que poderá investir em máquinas e equipamentos. Muitos setores já estão aproveitando essa baixa da moeda norte-americana para importar equipamentos e componentes.

Por outro lado, em uma tentativa de conter a queda do dólar, o governo federal anunciou um aumento do IOF para os investidores externos, que subiu de zero para 1,5% para aplicações em renda fixa e para aquisição de títulos públicos. O objetivo da medida é o de diminuir a entrada de recursos no Brasil, para controlar a pressão sobre a taxa de câmbio.

Para este ano, a previsão da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento) é de que o ritmo de fusões e aquisições continue crescendo, levando-se em conta o grande número de IPOs que ocorreram em 2007, quando as empresas conseguiram captar recursos e agora buscam expansão comprando ou se unindo a outras corporações.

Por falar em IPO, uma expectativa do mercado de capitais para 2008 é no crescimento do chamado middle market. No ano passado, a Bovespa bateu seu recorde de 2006, com o ingresso de mais de 60 companhias no Novo Mercado por meio da oferta de ações. Para este ano, as previsões estão voltadas para o segmento das pequenas e médias, haja vista que o primeiro IPO de 2008 foi da Nutriplant, listada no segmento de balcão Bovespa Mais, e que teve a assessoria da BDO Trevisan.

O primeiro semestre deste ano foi completamente favorável para os negócios no Brasil, colocando o País numa posição de destaque no mercado internacional. Com o cenário econômico positivo em 2008, mais organizações deverão abrir o capital. Essa nova geração de companhias terá níveis superiores de governança corporativa.

Destaco também a aprovação da nova legislação contábil (Lei 11.638), que alterou as normas dos balanços do País, adequando-as aos padrões internacionais IFRS (International Financial Reporting Standards). Os reflexos positivos das novas regras não se limitam ao impacto na atração de investimentos. Há todo um ganho de qualidade e conseqüências favoráveis para a economia brasileira. Com padrões universalmente conhecidos, mais auditoria e melhor divulgação das informações, facilita-se a análise de crédito, reduz-se o spread bancário e os juros para o capital produtivo, entre outras vantagens. Estamos no caminho.


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