Covered bond aterrissa na América Latina

Captação de recursos/Internacional/Temas/Edição 111 / 1 de novembro de 2012
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Bastante utilizados nos países europeus, os covered bonds (CBs) são um meio de funding imobiliário ainda pouco difundido na América Latina, mas esse cenário tende a mudar. A firma jurídica Clifford Chance assessorou o Global Bank, do Panamá, a fazer, em outubro, o primeiro lançamento desses títulos na região. A oferta, coordenada pelo Deutsche Bank, seguiu a regra 144-A da Securities and Exchange Commission (SEC), que dispensa o registro de ofertas destinadas exclusivamente a investidores qualificados. O objetivo do Global Bank é captar US$ 500 milhões com a distribuição desses títulos, que está sendo feita em séries. A primeira atingiu o valor de US$ 200 milhões.

Emitidos pela instituição financeira, os covered bonds têm como garantia o fluxo de caixa do banco emissor e a carteira de recebíveis imobiliários que os lastreia. Ficam segregados do balanço do banco, de modo que, em caso de falência, os investidores não precisam concorrer com outros credores. Como no Panamá não havia leis específicas para os covered bonds, foram usados alguns recursos da securitização tradicional para garantir a segregação em caso de insolvência. O mais notável deles é a presença de um fiador. Quem exercerá esse papel será o HSBC Investment Corporation do Panamá. Os títulos receberam grau de investimento das agências Moody´s e Standard & Poor’s.

Segundo a Clifford Chance, a transação é importante para “estabelecer os covered bonds como um instrumento de funding na América Latina, seguindo a bem-sucedida adoção desses títulos por bancos na Austrália, Nova Zelândia, no Canadá e em outros países”.


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