SEC aperta o cerco contra análises de ações supostamente independentes

No último dia 10, a Securities and Exchange Commission (SEC) acusou de fraude um total de 27 pessoas (físicas e jurídicas). De acordo com o regulador do mercado de capitais americano, elas fizeram recomendações supostamente independentes e desinteressadas de ações quando, na verdade, estavam sendo …

Seletas/Internacional/Edição 74 / 13 de abril de 2017
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Ilustração: Rodrigo Auada

Ilustração: Rodrigo Auada

No último dia 10, a Securities and Exchange Commission (SEC) acusou de fraude um total de 27 pessoas (físicas e jurídicas). De acordo com o regulador do mercado de capitais americano, elas fizeram recomendações supostamente independentes e desinteressadas de ações quando, na verdade, estavam sendo pagas para indicar os papéis.

Três companhias listadas em bolsa, dois CEOs que nelas trabalham, sete veículos de comunicação sobre investimentos e seis de seus funcionários, além de nove autores contratados por esses veículos, estão envolvidos. Dos acusados, 17 firmaram acordos com a SEC. Eles se comprometeram a devolver os lucros obtidos ou a pagar multas que variam entre US$ 2,2 mil e US$ 3 milhões, dependendo da gravidade de suas ações. No caso dos outros, o litígio continua.

A investigação da SEC descobriu que empresas listadas contratavam pessoas influentes — inclusive celebridades de Hollywood — ou veículos de comunicação para gerar publicidade positiva para suas ações. Esses veículos contratavam pessoas para escrever artigos falando bem dessas empresas e recomendando a compra dos papéis. Apesar disso, 250 artigos veiculados em portais como o Seeking Alpha e Benzinga diziam protocolarmente que os autores não estavam sendo recompensados de nenhuma forma por suas opiniões.

Em comunicado sobre as acusações, a SEC frisou que quem é pago para recomendar investimentos precisa deixar bem claro para o leitor que está sendo remunerado.




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