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Demanda resiliente impacta positivamente as construtoras no 1° tri
No período, as empresas tiveram um resultado operacional consistente, impactado por maiores vendas
Construtoras, Demanda resiliente impacta positivamente as construtoras no 1° tri, Capital Aberto

De modo geral, as construtoras tiveram um primeiro trimestre positivo, apesar das diferenças entre os segmentos de baixa, média e alta renda. Passado o boom de lançamentos e vendas de imóveis que ocorreu durante a pandemia, há um indicativo de que o ritmo de lançamento de imóveis do segmento de alta renda está acelerando novamente, embora em menor escala.

Em relatório, o Itaú BBA aponta que a administração das empresas do segmento de alta renda destaca a demanda resiliente e permanece confiante em seu pipeline de lançamentos para 2024. “Em relação às alterações tributárias e à suspensão da isenção do imposto sobre a folha de pagamento, os CEOs acreditam que é cedo para avaliar os efeitos. Eles veem as mudanças como negativas, mas não antecipam impactos significativos nas margens”, dizem os analistas Daniel Gasparete, André Dibe, Mariangela Castro e Alejandro Fuchs.


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As empresas de renda média e alta, analisadas pelo Itaú BBA, incluem Cyrela, Eztec, Lavvi, Moura Dubeux e Even, enquanto as de baixa renda são Cury, Direcional, MRV&Co e Tenda. 

Os resultados operacionais das construtoras, que antecedem em cerca de um mês os balanços, apontavam para perspectivas otimistas no ano. “2021 acabou sendo um ano muito bom de lançamento, em 2022 desacelerou, 2023 ficou praticamente estável, e agora vemos indicativo de que o ritmo de lançamento de alta renda está acelerando ou que tende a acelerar ao longo deste ano. Não estamos vendo crescimento muito significativo em relação ao ano passado em lançamento, mas vemos um ritmo de vendas mais alto que em 2023. Mas da forma que as operadoras funcionam, é normal ver o ritmo de lançamento acompanhar as vendas”, diz Luis Assis, analista de Real Estate da Genial.

Para o analista, entre as de alta renda, quem se destaca é a Cyrela, uma empresa que constantemente reporta um resultado muito bom, “esse não foi muito diferente. Tem aquela desculpa da queda de margem, teve uma queda de margem bruta, estava pegando um pouquinho no pé, mas isso é natural para o setor, foi um resultado bom ainda.”

No trimestre, a Cyrela reportou lucro líquido de R$ 267 milhões, 63% acima do mesmo intervalo de 2023, com receita líquida de R$ 1,6 bilhão, crescimento de 23% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, e margem bruta de 31,4%, uma alta de 0,6 ponto percentual (p.p).

Já a Eztec apresentou lucro líquido de R$ 57 milhões no período, 34% maior que o mesmo trimestre de 2023, enquanto as margens bruta e líquida subiram 5,7 p.p e 6,9 p.p no último ano, para 34,2% e 23,7%, respectivamente. 

Enquanto a Lavvi registrou um lucro líquido de R$ 70 milhões no trimestre, 173% superior na comparação anual, com margem bruta ajustada de 37,1% no trimestre, 5,4 p.p acima do 1º tri de 23 e margem líquida de 24,5%, 8,5 p.p acima do registrado no mesmo intervalo de 2023.

Moura Dubeux, outra construtora de renda média alta, teve um lucro líquido de R$ 42 milhões, 38,6% maior que o registrado de janeiro a março de 2023. Já a receita líquida foi de R$ 308,4 milhões, 21,9% superior na comparação anual, com margem bruta 0.2 p.p inferior ao mesmo período 2024, os 32,6%, e margem líquida de 13,7%, 1,7 p.p superior na comparação anual.

Já a Even reportou lucro líquido consolidado de R$ 64,9 milhões no primeiro trimestre, aumento de 18,6% na base anual. Já a receita líquida consolidada foi de R$ 649,6 milhões, crescimento de 4% em relação ao mesmo período do ano anterior, com uma margem bruta ajustada (excluindo a participação da Melnick) de 30,5% (6,5 p.p superior na comparação anual).

Construtoras de baixa renda

Para as empresas do segmento de baixa renda, o Itaú BBA destaca em relatório que os CEOs continuam otimistas quanto à dinâmica operacional, dadas as condições favoráveis do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) – as empresas estão confortáveis com o seu pipeline de lançamentos para o ano, e algumas até veem potencial de crescimento. “Os CEOs também notaram melhores perspectivas em relação à disponibilidade de recursos no FGTS e espaço para uma complementação orçamentária nos próximos meses. Em relação à remuneração do FGTS no Supremo, um resultado mais favorável (ajuste pela inflação) parece mais provável neste momento.”

Cury, Direcional, MRV&Co e Tenda tiveram um bom trimestre, com destaque para a MRV e a Tenda. “De forma geral, o setor está muito bem. Todas essas quatro empresas funcionaram com uma dinâmica bem parecida. Vimos ganho de margem dos projetos. E quando os projetos são mais padronizados, neste caso, importa margem para baixa renda”, diz Assis, da Genial.

Segundo o analista, o fator de efeito para recuperação das margens neste trimestre para ambas foi o RET1 (Regime Especial de Tributação de Construção Civil), que significa que o imposto total, considerando o imposto indireto e indireto, soma 1% da receita bruta de venda dos imóveis, uma alíquota de imposto muito baixa. “Esse RET1 só é possível para projetos do faixa 1 do MCMV, que é onde a Tenda é mais ampla e onde a MRV tem uma participação bem relevante.”

No primeiro trimestre do ano, a MRV registrou um prejuízo líquido atribuído aos acionistas de R$ 104,29 milhões. No entanto, o resultado ajustado foi de um lucro líquido atribuído aos acionistas de R$ 53,96 milhões. As vendas líquidas subiram 18,4% em incorporação na base anual, para R$ 2,13 bilhões. A margem bruta avançou para 25,9% no período, valor 20,6% maior que no mesmo trimestre de 2023. A margem líquida ajustada subiu 4,5 p.p na mesma comparação, para 2,9%. Enquanto isso, a margem bruta de novas vendas alcançou seu maior patamar dos últimos sete anos e atingiu a marca de 33,8% em março.

No período, a Tenda teve lucro líquido de R$ 4,4 milhões, um marco importante para a companhia, uma vez que o último lucro trimestral havia ocorrido no terceiro trimestre de 2021. As vendas líquidas aumentaram 47,3% em relação ao mesmo trimestre de 2023, para R$ 884,1 milhões. Enquanto isso, a margem bruta ajustada atingiu 26,9%, melhora de 4,1 p.p em relação ao mesmo período do ano anterior.

O analista da Genial cita que para Direcional e Cury houve algumas mudanças devido ao MCMV, como no teto das faixas e a queda de 0,5 p.p dos juros do programa por faixa. “Aumentou o teto do MCMV, antes era de R$ 264 mil e foi para R$ 350 mil. Isso enquadrou vários projetos no programa. É bom para Direcional justamente porque eles têm a marca Riva que atua perto dos R$ 350 mil”.

A Direcional informou vendas líquidas no total de R$ 4,5 bilhões. A receita líquida da companhia atingiu R$ 669,4 milhões no primeiro trimestre deste ano, crescimento de 20,1% frente ao mesmo trimestre do ano passado, enquanto o lucro líquido foi de R$ 150 milhões, crescimento de 156% na base anual.

A Cury, por sua vez, reportou receita líquida de R$ 837,4 milhões, crescimento de 40,7% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, com lucro líquido de R$ 141,2 milhões de janeiro a março de 2024. Já a margem bruta ajustada foi 37,8% e a margem líquida de 18,4%. As vendas totalizaram R$ 1,55 bilhão no primeiro trimestre de 2024, recorde histórico, representando um aumento de 43,9% na comparação anual.


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