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Lucro dos bancos melhora, mas carteira de crédito é ponto de interrogação para o ano
Itaú Unibanco e Banco do Brasil se consolidam como os melhores após 1º trimestre, enquanto Bradesco e Santander têm desafios pela frente
Bancos, Lucro dos bancos melhora, mas carteira de crédito é ponto de interrogação para o ano, Capital Aberto

Os bancos incumbentes, os famosos bancões, que possuem vasta experiência e recursos, tiveram um primeiro trimestre misto. Enquanto o Itaú Unibanco e o Banco do Brasil se consolidam cada vez mais como os melhores, Bradesco e Santander têm muitos desafios pela frente. A dúvida que fica, no entanto, é se essa tendência deve continuar ou se a nuvem negra que paira no cenário global deva impactar negativamente os resultados das instituições daqui para frente, principalmente a carteira de crédito, carro-chefe das grandes instituições financeiras.

No trimestre, o lucro dos quatro grandes bancões foi de R$ 26,2 bilhões, uma alta de 12,1% ante o mesmo intervalo de 2023. Do total, o Itaú registrou lucro recorrente de R$ 9,8 bilhões, uma alta de 16% na base anual, enquanto o Banco do Brasil reportou lucro de R$ 8,7 bilhões, uma alta de 8,8% na mesma base de comparação. O Bradesco, por sua vez, teve lucro recorrente de R$ 4,2 bilhões, valor 1,6% menor que o visto no mesmo período do ano passado. Já o lucro gerencial do Santander Brasil foi de R$ 3,02 bilhões, uma elevação de 41,2% na comparação anual.


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Na avaliação de bancos e corretoras consultadas pela Capital Aberto, os resultados das instituições financeiras no primeiro trimestre, em sua maioria, foram impactados por uma melhor margem financeira e menores despesas com provisão de crédito.

Bancos, Lucro dos bancos melhora, mas carteira de crédito é ponto de interrogação para o ano, Capital Aberto

Apesar disso, o cenário macroeconômico global desafiador, somado ao risco de guerra fiscal no Brasil e as dúvidas sobre os próximos passos do Comitê de Política Monetária (Copom), que na semana passada cortou a Selic em 0,25% ponto percentual (pp), para 10,50%, além do desastre da região Sul, que ainda é uma incógnita, colocam luz sobre o futuro dos bancos.

O futuro da carteira de crédito

Esse cenário adverso deve impactar de forma diferente a carteira de crédito dos bancões, de onde basicamente vem o dinheiro das instituições, além dos produtos é, claro, uma vez que a inflação e os juros tendem a pressionar a originação de novos empréstimos.

Para o Bank of America (BofA), o Itaú Unibanco é o reloginho suíço, o mais bem posicionado entre os bancos e é o que deve sofrer menos nesse cenário, já que vem entregando bons resultados nos últimos trimestres.

De acordo com Bernardo Guttmann, Matheus Guimarães e Rafael Nobre, analistas da XP, o crescimento da carteira de crédito expandida do Itaú de 2,8% na base anual, para R$ 1,18 trilhão, é tão modesto, que não se via esse patamar desde o primeiro trimestre de 2018. “Embora o ano possa ter começado devagar, até o momento, não temos indicações que nos levem a acreditar que o guidance (6,5% e 9,5%) deste ano deva ser revisto para baixo”.

O Banco do Brasil, por sua vez, deve ser o único a alcançar a projeção para a carteira projetada para o ano, segundo a XP, o Itaú BBA e o BofA. Embora os empréstimos às pessoas físicas e às jurídicas tenham mostrado um crescimento lento, o salto do agronegócio mais do que compensou, fazendo a carteira subir 9,5% no primeiro trimestre, para R$ 1,14 trilhão, dentro da faixa do guidance projetado para 2024, que é de 8% a 12%.

“No geral, o trimestre do banco foi bem-vindo. O Banco do Brasil cresce mais rápido que a indústria, de forma lucrativa e sustentável”, analisam Pedro Leduc, Mateus Raffaelli e William Barranjard, analistas do Itaú BBA.

Bancos, Lucro dos bancos melhora, mas carteira de crédito é ponto de interrogação para o ano, Capital Aberto

Já o Santander Brasil deve ser aquele que deve apresentar o melhor crescimento em 2024, uma vez que os resultados do primeiro trimestre apresentaram evidências mais significativas. “Na verdade, esperamos que o Santander apresente o crescimento mais rápido dos lucros do setor em 2024, apoiado pela normalização do NII (margem financeira bruta) do mercado, aceleração dos empréstimos e o menor custo do risco”, explicam Mário Pierry, Flávio Yoshida e Antonio Ruette, analistas do BofA.  

Por outro lado, a XP ressalta que, embora reconheça que os números do primeiro trimestre apresentem sinais de melhora, incluindo o ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) que já está muito próximo do custo de capital, “acreditamos que o Santander precisaria entregar indicadores ainda melhores para justificar o seu nível de valuation”.

O Bradesco, que vem passando por um choque de gestão nos últimos meses, é considerado o banco com os piores números neste momento. Na visão do Itaú BBA, o modesto crescimento da carteira de crédito de 1,2% na base anual, R$ 890 bilhões, foi compensado por uma queda relevante de 6% na margem financeira do cliente, devido a um pior mix de crédito e spreads.

“Embora seja muito cedo para alterar a orientação, o crescimento (Bradesco) dos empréstimos de 1% está bem abaixo da orientação de 7 e 11%, mesmo com uma recuperação significativa na originação de empréstimos no trimestre”, diz o BofA.


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