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Velocidade máxima
Cresce número de negociações por meio de acesso direto ao mercado

Em 23 de fevereiro, a BM&FBovespa registrou 53.910 negócios realizados por co-location, com volume financeiro total de R$ 380,5 milhões. Os números superaram a marca histórica obtida no pregão anterior — dois dias seguidos, dois recordes. O rápido crescimento do uso desse sistema de acesso direto ao mercado (DMA, na sigla em inglês) mostra que os investidores querem mesmo velocidade. Um dos três DMAs que a Bolsa estreou em setembro de 2010, o co-location era o mais aguardado por prover a maior economia de tempo. É capaz de enviar uma ordem de compra ou venda em até 25 milésimos de segundo. Para isso, o investidor precisa instalar um supercomputador num centro de processamento de dados da BM&FBovespa.

No co-location e nos outros sistemas de DMA, o ganho de velocidade vem do fato de as ordens não passarem pela infraestrutura tecnológica das corretoras. Essas apenas delimitam o quanto e como cada cliente pode operar e são notificadas a cada transação enviada. Nem a BM&FBovespa nem as corretoras informaram os nomes dos investidores que estão comprando essa ideia. Porém, sabe-se que são grandes fundos de investimento domésticos e internacionais, geralmente adeptos de operações de alta frequência (pequenas em volume, mas grandes em quantidade e velocidade).

Na Link Investimentos, a primeira a conceder o acesso pela via do co-location, também denominado DMA 4, quatro clientes optaram por esse modelo nos últimos meses. Mais dois estão em processo de migração, e outros dez ainda virão nos próximos meses, calcula Daniel Mendonça de Barros, diretor da Link. Lidar com esse tipo de público exige preparo das corretoras: “Você tem de ter muita tecnologia e indivíduos bem formados em TI”, ensina Barros. Hoje, há 30 pessoas dedicadas a trading eletrônico na casa. Dois anos atrás, quando começaram os investimentos da corretora na área, eram sete funcionários. De acordo com o diretor da Link, o co-location também tem efeitos diretos no mercado, como o aumento da liquidez de algumas ações, principalmente as de valores menores, em que diferenças de centavos produzem impactos consideráveis. Com esse tipo de papel, quanto mais tempestivas são as operações, maiores são os ganhos.

Marcio Cardoso, diretor da Título Corretora, diz que a procura por co-location só não é maior porque o custo do serviço — aproximadamente R$ 10 mil mensais — é elevado para a maioria de seus clientes, que tem patrimônio entre R$ 20 milhões a R$ 30 milhões. Outras opções de DMA são mais baratas. A Souza Barros, por exemplo, escolheu o acesso por meio de provedor (DMA 2). Nesse modelo, o investidor experimenta uma velocidade maior que no home broker, mas ainda inferior ao do co-location. Isso ocorre porque, em vez de colocar seu processador na Bolsa, a corretora o instala numa prestadora desse serviço. A parceira da Souza Barros é a CMA, empresa que fornece serviços de telecomunições. “A demanda do mercado financeiro vem aumentando cada vez mais”, garante Ricardo Juan, gerente da CMA Redes Digitais, unidade de negócios especializada em links de comunicação, que teve de ampliar seu data center no bairro Vila Nova Conceição, na zona sul de São Paulo.

Segundo Daniel Garcia, gestor da corretora, o motivo da mudança foi se concentrar no desenvolvimento do negócio sem sobrecarregar a equipe interna de tecnologia. Ele conta que o home broker continua sendo sua maior demanda, mas que tem crescido o número de investidores em busca de uma plataforma mais “robusta”, como o DMA 2. Um dos focos para 2011 será trabalhar na distribuição desse produto para pessoas físicas. “Elas têm se tornado mais sofisticadas, necessitando de mais informações, cotações e velocidade.”


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