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Um agradecimento aos fatos

Fazer uma cobertura do mercado de capitais com conhecimento e profundidade, a partir de abordagens originais embaladas num texto interessante, claro e preciso, é a missão que procuramos executar todos os meses. Sem dúvida, isso não seria possível sem um esforço considerável de apuração e um permanente cuidado com a informação, como requer qualquer trabalho jornalístico de qualidade. Mas também não podemos deixar de reconhecer que, nesses cinco anos de CAPITAL ABERTO, nossa incursão jornalística ganhou um ajudante de peso, sem o qual o desafio teria sido muito maior: os fatos.

Quando a revista nasceu, eles eram bem menos intrigantes. Estavam lá e mereciam uma cobertura diligente, claro, mas careciam de vigor, ineditismo, surpresa. O ano era 2003, o mês era setembro, e o mau-humor do mercado estava evidente. Muita gente já não repetia mais com o mesmo entusiasmo — e provavelmente, nem com a mesma crença — o bordão de que o crescimento do Brasil passaria, necessariamente, pelo desenvolvimento do mercado de capitais.

Como nossos leitores conhecem bem, essa história mudou, e rápido. Em sua terceira edição, a CAPITAL ABERTO já mostrava a imagem de um telefone com a frase “Ele voltou a tocar”, referindo-se às consultas que chegavam aos bancos de investimento sobre a possibilidade de emitir ações. Era o começo de um ciclo sustentado de uso do mercado de capitais para financiar planos de expansão, de aquisição ou, simplesmente, para empresários bem-sucedidos se desfazerem de uma parte do seu patrimônio.

Durante esse processo, surgiu uma novidade atrás da outra. Controle difuso, controlador minoritário, poison pills, tag along de 100%, ações ordinárias com duas classes, BDRs emitidos por empresa brasileira, e por aí vai. Nesta edição, trazemos mais uma: as operações de compra ou associação de companhias sem tag along e sem confusão com os minoritários. No mundo do Novo Mercado, em que cada investidor tem um voto e o maior acionista, em alguns casos, não é controlador, uma simples incorporação com a mesma relação de troca de ações para controladores e minoritários parece suficiente para alinhar os interesses de todos.

O problema de tantas novidades é que, às vezes, elas caem bem no dia do fechamento da edição, colocando em polvorosa os jornalistas. Foi o que aconteceu nesta última. Apareceu um acionista controlador, de uma empresa recém-listada no Novo Mercado, que aceitou vender sua companhia por R$ 0. Não teve dinheiro, ações, prêmio, nada. Henrique Alves Pinto, dono de mais da metade da Tenda, concordou em entregar a empresa para o controle da Gafisa e ficar com apenas um naco do capital — 20%, mais precisamente. Em troca ele espera tirar a Tenda do buraco, que se revelou mais fundo do que acreditavam os investidores. O mercado reagiu mal. Não vai sair o tag along de 100% do Novo Mercado? Pelo visto, não. Afinal, tag along de nada é nada. Pois bem, leitores. Eis a era dos direitos iguais entre controladores e minoritários, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença.

P.S.: Em comemoração aos 5 anos de aniversário, lançamos três novas seções: Lente de Aumento, Pratique ou Explique e Retrato. Confira!


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