Sucesso pavimentado – CCR | 1º LUGAR VM superior a R$ 15 bilhões

Aumento do tráfego, aquisições e maturação de investimentos ampliam caixa da CCR

Relações com Investidores/Temas/Reportagem/As Melhores Companhias para os Acionistas 2012 / 1 de outubro de 2012
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Os papéis da CCR foram os que mais se valorizaram na história do Novo Mercado, segmento que ela própria inaugurou em 2002. Nessa década, as ações da concessionária de transportes acumularam alta de quase 2000%. Mas antes mesmo que 2012 termine, a CCR já tem um novo feito para comemorar: o primeiro lugar no prêmio As Melhores Companhias para os Acionistas, na categoria valor de mercado superior a R$ 15 bilhões. É um título inédito, que havia sido conquistado pela Natura nos três anos anteriores.

No item valor econômico adicionado (EVA, na sigla em inglês), a CCR registrou um incremento de 2,18%. O aumento é resultado de uma receita líquida 21,2% maior na comparação com o ano anterior (R$ 4,58 bilhões), o que ajudou a gerar um resultado operacional antes de impostos (Nopat, na sigla em inglês) 33,8% mais alto (R$ 1,50 bilhão). Como os encargos de capital aumentaram em ritmo menor — 18%, para R$ 1,195 bilhão —, o EVA cresceu.

Dentre os quesitos avaliados na premiação, o total shareholder return (TSR) da CCR também se destaca. De maio de 2011 a maio de 2012, os papéis da empresa geraram retorno de 14,96%. Foi o segundo melhor desempenho, perdendo apenas, neste item, para a Ultrapar, cujo TSR alcançou 39,15%. O cálculo levou em conta a valorização das ações da CCR na Bolsa e os R$ 802,6 milhões pagos a título de dividendos e juros de capital próprio. “Temos como prática distribuir o mínimo de 50% do lucro e o máximo que for possível quando se tem caixa e resultado”, diz Arthur Piotto Filho, diretor financeiro e de relações com investidores da empresa. A CCR encerrou 2011 com lucro líquido de R$ 899,4 milhões, 33,9% maior do que o registrado em 2010. No segundo trimestre, esse montante atingiu R$ 224,2 milhões, alta de 37% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Alguns fatores ajudaram a pavimentar o caminho em direção à geração de caixa e de resultado. Entre eles, está o aumento do tráfego e do valor do pedágio nas rodovias administradas pela empresa; o efeito de aquisições como a Rodovias Integradas do Oeste, no segundo semestre de 2010; e a maturação de investimentos, como, por exemplo, o início das operações da Linha 4 – Amarela do Metrô de São Paulo.

Um item que colaborou para a classificação da CCR como a melhor empresa para os acionistas em 2012 foi a presença no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&FBovespa. A companhia havia feito parte do índice entre 2006 e 2008, mas acabou sendo excluída por não manter um registro sistemático de suas ações orientadas pelo princípio da sustentabilidade, segundo Piotto. Desde então, voltar a integrar o ISE tornou-se um objetivo, o que aconteceu em novembro do ano passado. “Essa decisão tem a ver com a maneira como a empresa quer se comportar e com o reforço da imagem institucional”, afirma o diretor.

A CCR encerrou 2011 com lucro líquido 33,9% maior do que o registrado em 2010

No que diz respeito à governança, a CCR cravou uma nota de 6,2. Alguns pontos foram perdidos nessa avaliação. A empresa não tem, por exemplo, o mínimo de 20% de conselheiros independentes e não divulga os salários mínimo, médio e máximo da diretoria e do conselho de administração, como pede a Instrução 480 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). “Publicar esses valores não afeta em nada a decisão de investir ou não na companhia”, argumenta o executivo.

Piotto prefere focar outro episódio para reafirmar a opção da companhia pelas práticas de boa governança: a assembleia-geral extraordinária (AGE) realizada em janeiro deste ano para deliberar sobre a compra, pela empresa, de ativos aeroportuários pertencentes a dois de seus grandes acionistas, os grupos Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa. Para afastar um potencial conflito de interesses e assegurar a legitimidade da aquisição, a CCR tomou medidas como criar um comitê independente para analisar o negócio, procurar ativamente os investidores para explicar a transação e não permitir que os acionistas vendedores votassem na assembleia. A AGE teve quórum de 77%, recorde na história da empresa, e a compra foi aprovada por 99,88% dos acionistas.Outro ponto positivo para os investidores da CCR refere-se ao forte aumento da liquidez das ações da empresa, negociadas em lotes de 100. No fim do ano passado, foi feito um split dos papéis na proporção de um para quatro. A média diária de negociações saltou de R$ 38,7 milhões, em 2011, para R$ 59,1 milhões, neste ano. De acordo com Piotto, a meta é alcançar média de R$ 100 milhões dentro de 12 meses.




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