Sucesso no pregão – Duratex – 2º Lugar – VM entre R$ 5 bilhões e R$ 15 bilhões

Expansão econômica brasileira e predileção dos investidores por ações ligadas ao mercado interno impulsionam Duratex

Captação de recursos/Especial/Reportagens/As Melhores Companhias para os Acionistas 2011/Temas / 1 de outubro de 2011
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Maior produtora de painéis de madeira industrializada, louças e metais sanitários do Hemisfério Sul, a Duratex viu a variação do retorno de suas ações, descontado o custo de oportunidade do capital do acionista (TSR-Ke), subir às alturas nos 12 meses encerrados em 31 de maio de 2011. Nesse período, esse indicador atingiu 203,74% — de longe o maior porcentual dentre as companhias com valor de mercado entre R$ 5 bilhões e R$ 15 bilhões, categoria em que a Duratex inseriu-se no prêmio As Melhores Companhias para os Acionistas, na segunda colocação.

Em 2010, a Duratex esteve no ápice. Conseguiu capturar tanto a expansão econômica brasileira quanto a predileção dos investidores pelas ações de companhias voltadas ao mercado interno. A distribuição de 30% do seu lucro líquido na forma de dividendos e um programa de bonificação de ações no primeiro semestre de 2011 (para cada dez ações detidas, o investidor ganhou dois novos papéis) também colaboraram para reforçar o retorno ao acionista.

A companhia foi bem ainda no quesito valor econômico adicionado (EVA, na sigla em inglês). Tirou nota 7, ante a mediana de 5,5 de sua categoria. O lucro operacional líquido após os impostos subiu R$ 249 milhões em relação a 2009, enquanto o encargo de capital aumentou R$ 134 milhões, gerando uma melhoria de EVA de R$ 115 milhões. “Os ganhos de escala, aliados ao bom momento dos mercados em que estávamos inseridos, e a recuperação da base de preços contribuíram para a melhora operacional”, afirma Flavio Donatelli, diretor executivo financeiro e de relações com investidores (RI) da Duratex.

Segundo a corretora Planner, a companhia tomou um rumo consistente em 2010, com programas de investimentos agressivos. Para crescer, a Duratex tem apostado tanto em aquisições e associações como no aumento do seu parque fabril. Na divisão de metais e louças sanitárias, em que atua com a prestigiada marca Deca, esses investimentos aumentaram a capacidade de produção em 26% desde 2007. Nos últimos três anos, a Duratex fez três aquisições: Ideal Standard, Cerâmica Monte Carlo e Elizabeth Louças Sanitárias (esta última no início de 2011).

Os ganhos de sinergia advindos da associação da empresa com a Satipel no segmento de madeira, concluída em 2010, também ajudaram a alavancar o desempenho operacional. Nesse segmento, Donatelli explica que a fusão proporcionou vantagens competitivas e diferenciou a Duratex do restante do mercado: “Isso se deu por meio da complementaridade na oferta de produtos (MDF e MDP) e da maior diversificação geográfica das fábricas, com plantas nas Regiões Sul e Sudeste”. Em decorrência disso, foi possível reduzir o custo logístico e manter o modelo integrado de abastecimento de madeira. Antes mesmo da união, tanto a Duratex quanto a Satipel vinham aumentando a produção de painéis de MDF e MDP. Juntas, as duas possuíam, em 2010, capacidade de produção 56% superior à do fim de 2007.

Ao longo dos últimos anos, a companhia também vem melhorando sua governança corporativa. Obteve nota 9,8 nesse critério, contra a mediana de 7,76 de sua categoria. Quando a Satipel incorporou a Duratex, as ações da empresa resultante migraram para o Novo Mercado da BM&FBovespa, o que exigiu o cumprimento de regras mais rígidas de governança. O conselho de administração tem, hoje, um terço de membros independentes, que também lideram comitês de apoio ao conselho.

Em questões de transparência, contudo, a companhia deixa a desejar. Não divulga, por exemplo, as remunerações mínima, média e máxima pagas à diretoria e ao conselho, conforme exige a Instrução 480 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Para isso, se apoia numa liminar concedida aos profissionais do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef) do Rio de Janeiro. “Acreditamos que a publicação dos valores totais do conselho e da diretoria seja suficiente para avaliar e comparar a razoabilidade dos salários. A empresa entende que um maior detalhamento expõe o executivo desnecessariamente”, diz Donatelli.

Para crescer, a “companhia tem investido” tanto em aquisições e associações como no aumento do seu parque fabril

Outros pontos fracos no questionário de governança foram a falta de um sistema de voto por procuração eletrônica e a exigência de documentação prévia para que os acionistas participem das assembleias — a obrigação pode esfriar a já tímida vontade dos investidores de comparecer a esses eventos. Da mesma forma, falta à companhia uma política formal de transações com partes relacionadas. Mas Donatelli garante que essa situação não ficará assim por muito tempo. Em junho deste ano, a empresa instituiu um comitê para avaliação dessas transações, composto apenas de conselheiros independentes. Desde então, eles vêm trabalhando na redação dessa política.

No quesito sustentabilidade, a empresa foi bem pontuada. Desde 2008, integra a carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), da BM&FBovespa. Na área ambiental, por exemplo, os investimentos envolvem proteção da biodiversidade e dos ecossistemas, programas de educação ambiental, aquisições de equipamentos de controle de emissões atmosféricas, construção de estações de tratamento de efluentes e investimentos na destinação de resíduos gerados nos processos produtivos. O meio ambiente e os acionistas agradecem.


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