“Say on pay” a cada três anos desagrada investidores

Boa parte das companhias norte-americanas recomenda aos seus acionistas votar a cada três anos sobre a remuneração oferecida aos administradores e altos executivos (prática conhecida como “say on pay”). Dentre as que haviam divulgado o manual de assembleia de 2011 até 14 de dezembro, sete (de um …

Bimestral/Governança Corporativa/Internacional/Temas/Edição 89 / 1 de janeiro de 2011
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Boa parte das companhias norte-americanas recomenda aos seus acionistas votar a cada três anos sobre a remuneração oferecida aos administradores e altos executivos (prática conhecida como “say on pay”). Dentre as que haviam divulgado o manual de assembleia de 2011 até 14 de dezembro, sete (de um total de 13) foram nessa direção. Segundo as regras da Securities and Exchange Commission (SEC) aprovadas em 2010, as companhias devem escolher entre três opções de periodicidade para conceder o voto consultivo sobre remuneração: a cada ano, a cada dois anos, ou uma vez a cada três anos.

Os investidores não estão gostando nada disso. Instituições como Council of Institutional Investors (CII), Walden Asset Management, California Public Employees’ Retirement System (Calpers) e TIAA-Cref haviam manifestado, ainda no início das discussões do “say on pay”, sua vontade de que o voto anual fosse, inclusive, a única opção. Para esses agentes, empresas que condicionam os salários oferecidos aos executivos à performance não têm motivos para não querer que seus acionistas deliberem, anualmente, sobre o assunto.

Participantes do S&P 500, como Johnson Controls, Monsanto e Emerson Electric, estão dentre as empresas que recomendam a seus investidores apoiar uma votação trienal. Em seus manuais de assembleia, alegaram que a votação a cada três anos estaria mais alinhada à estratégia de longo prazo dos negócios. Além disso, daria aos acionistas tempo suficiente para avaliar os resultados dos seus votos sobre a remuneração dos executivos.

Diante dessa discussão, a distribuidora de componentes eletrônicos Tyco Electronics preferiu adotar uma abordagem diferente. Não emitiu recomendação sobre a frequência do “say on pay” em seu manual de assembleia. “Acreditamos que o melhor é considerar o ponto de vista dos acionistas”, afirmou a empresa no manual.


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Tags:  mercado internacional Legislação societária e regulamentação Governança Corporativa EUA SEC Remuneração de executivos Encontrou algum erro? Envie um e-mail



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