Rodízio de auditoria entra no radar do UK Governance Code

Contabilidade e Auditoria/Temas/Internacional/Edição 105 / 1 de maio de 2012
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O inglês Financial Reporting Council (FRC) está fazendo sua parte para incentivar a adoção do rodízio de auditoria. Propôs, em abril, que o código de governança mais famoso do mundo, o UK Governance Code, passe a recomendar a troca das firmas pelas companhias integrantes do índice FTSE 350, pelo menos, a cada dez anos. Nesse caso, se não respeitar a regra, a empresa deverá explicar o motivo.

O FRC queria inicialmente que o princípio valesse para todas as empresas listadas na Bolsa de Londres, mas depois ponderou que muitas delas teriam de trocar de firma de auditoria ao mesmo tempo. Isso poderia se tornar um problema, considerando o número reduzido de firmas que exercem a função. Ao inserir a adoção do rodízio de auditoria no contexto do “pratique ou explique”, o FRC vai na direção oposta da Comissão Europeia, que pretende tornar a prática mandatória. No fim de 2011, o regulador europeu anunciou a intenção de promulgar uma lei que obrigue bancos, seguradoras e empresas listadas em bolsa a trocar de firma auditoria a cada seis anos. Esse período pode ser estendido para nove anos caso a companhia trabalhe com mais de uma firma de auditoria.

Martin Van Roekel, presidente global da BDO, não se opõe ao rodízio, mas prefere uma rotação mais espaçada, a cada dez anos. No Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) autorizou a troca a cada década, mas só para as companhias que instalarem um comitê de auditoria estatutário. As que não atenderem ao requisito continuam com a rotação obrigatória a cada cinco anos. O órgão deve ser composto de, no mínimo, três membros, sendo a maioria deles independente e todos conselheiros de administração.

O FRC planeja, também, introduzir práticas no código que incentivem a produção de relatórios mais informativos pelos comitês de auditoria. As propostas passam por consulta pública e, se aprovadas, vão vigorar a partir de 1º de outubro de 2012.

Conteúdo extra

Clique e leia, na íntegra, as mudanças propostas no código de governança inglês




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