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Remuneração e ativismo marcam assembleias na França

A RiskMetrics, agência de serviços em governança corporativa e gestão de riscos, divulgou os resultados da temporada de assembléias de 2008 na França. Dois temas se destacaram: a remuneração dos executivos e a maior pressão por parte dos investidores ativistas, principalmente na busca por assentos nos conselhos de administração.

Quanto à remuneração, entrou em vigor, neste ano, uma lei que, dentre outras coisas, visa a limitar os pára-quedas dourados (grandes indenizações) dos altos executivos no caso de demissões ou rescisões — os chamados golden parachutes. A lei, conhecida como TEPA — que, em português, pode ser traduzida como Lei em Favor do Trabalho, do Emprego e do Poder de Compra —, exige que, a partir de 2008, toda a remuneração paga aos executivos como indenização por demissões seja baseada em medidas objetivas de desempenho, a serem aferidas pelos conselhos de administração. Tais métricas de desempenho deverão ser obrigatoriamente aprovadas pelos acionistas. De acordo com a RiskMetrics, 11 de 17 empresas do CAC 40 (índice composto das maiores companhias francesas) que já submeteram propostas aos acionistas limitaram os benefícios em caso de saída dos executivos a um valor máximo de duas vezes a sua remuneração anual.

Neste ano, as companhias francesas enfrentaram também uma pressão muito maior por parte dos investidores ativistas, principalmente fundos de investimento britânicos e norte-americanos. Muitos, conforme a Riskmetrics, conseguiram, inclusive, assentos nos conselhos de administração de grandes empresas, como Saint-Gobain e Valeo. As empresas fizeram acordos com os ativistas, a fim de evitar disputas por procurações (proxy fights).

Investidores franceses de pequeno porte comemoraram a atuação dos fundos ativistas. Em entrevista ao website da Riskmetrics, Colette Neuville, presidente da associação de defesa dos acionistas minoritários, afirmou que “os executivos se acostumaram a dirigir as companhias sem prestar contas, mas os ativistas estão tirando esse hábito”.


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