Sherpany engaveta projeto de rede on-line com serviço de voto a distância

Em julho, a suíça Sherpany chegou ao Brasil com a proposta pioneira de criar uma comunidade on-line que conectasse companhias e investidores nacionais na mesma plataforma. O projeto teria ainda outro atrativo: uma ferramenta que permitiria o voto a distância, nos moldes da Instrução 561, editada …



Ilustração: Grau 180.com.

Ilustração: Grau 180.com.

Em julho, a suíça Sherpany chegou ao Brasil com a proposta pioneira de criar uma comunidade on-line que conectasse companhias e investidores nacionais na mesma plataforma. O projeto teria ainda outro atrativo: uma ferramenta que permitiria o voto a distância, nos moldes da Instrução 561, editada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em abril. No último dia 20, no entanto, a Sherpany comunicou ao mercado que mudou os planos. Continuará a explorar o mercado local, mas vendendo um produto completamente diferente: o boardroom, sistema de gerenciamento de reuniões de administradores. “Não identificamos as condições de mercado necessárias para criar o efeito de rede no curto prazo”, justifica Alexandre Garcia, diretor da Sherpany.

Garcia não revela quantas companhias precisariam participar da plataforma para viabilizar o projeto, mas a realidade brasileira mostra que o caminho para se conseguir as adesões seria árduo. Até hoje, as plataformas de voto por procuração eletrônica sofrem com baixa adesão. No mercado desde 2008, a Assembleias Online, do Grupo MZ, tem apenas 12 empresas cadastradas. Na Suíça, a comunidade da Sherpany reúne companhias que somam 65% do valor de mercado do principal índice local. Entre elas estão nomes conhecidos como Novartis, SwisssRe e Zurich.

Se o projeto inicial da Sherpany fosse colocado em prática, o Brasil seria o primeiro país, depois da Suíça, a ter uma comunidade on-line de companhias e investidores com serviço de voto eletrônico. Um dos motivos que animou a Sherpany a ingressar no Brasil foi o fato de que, aqui, os beneficiários finais das ações são registrados a cada negócio. O mesmo ocorre em seu país de origem, mas em muitos mercados, como no dos Estados Unidos, não existe essa exigência. A identificação permite a checagem do investidor apto a participar de uma assembleia, facilitando os serviços de voto.


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