Sem dono por opção

Para desvincular o negócio dos herdeiros, Ultrapar converte todas as preferenciais em ordinárias

Bimestral/Relações com Investidores/Edição 93 / 1 de Maio de 2011
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A migração do grupo Ultrapar para o Novo Mercado da BM&FBovespa agradou aos investidores. A ida para o segmento especial precisa passar por aprovação de assembleia de acionistas — prevista para ocorrer até julho —, mas são poucas as chances de resistência. “A mudança proposta é positiva (…). A Ultrapar já era vista como uma empresa preocupada em manter alto nível de governança corporativa”, afirma em relatório Rodrigo Fernandes, analista da corretora do Banco Fator.

Para a companhia fazer parte do grupo de elite da Bolsa, todo o capital preferencial será convertido em ordinário. Cada ação PN será trocada por uma ON, de modo que a participação do bloco controlador cairá de 66% para 24%. Segundo André Covre, diretor financeiro e de relações com investidores (RI) da Ultrapar, a transformação da empresa em uma companhia sem controlador definido é uma maneira de desvincular o futuro do negócio dos seus ex-administradores e herdeiros, reunidos na holding Ultra S.A. “Queremos dissociar o futuro da empresa de pessoas específicas. É uma forma de replicar o sucesso do passado pelas próximas décadas com o menor risco possível”, explica.

Para um analista de um banco de investimento norte-americano, que não quer ser identificado, a operação também eleva a capacidade de aquisições da empresa. “Como moedas de troca, as ações ordinárias são mais valiosas”, salienta. No entanto, ele considera ser difícil prever futuras aquisições para a companhia. “Quatro anos atrás, muita gente duvidaria que a Ultrapar seria capaz de adquirir a rede de distribuição Ipiranga”, lembra o analista. Covre frisa, contudo, que no momento não há nenhuma negociação em curso.


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