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Não é a hora
Para a maioria das empresas, o retorno ainda parece duvidoso

, Não é a hora, Capital AbertoDecidir colocar a empresa nas mídias sociais, hoje, parece um pouco com considerar se vale a pena comprar um iPad 2, da Apple: é hype, novidade, bacana, mas… quais são mesmo as vantagens em relação ao que já tenho no notebook e no celular?

Para a maioria das companhias listadas, ainda não compensa investir em mídias sociais como canal de comunicação com investidores (talvez seja interessante usá-las como ferramentas de marketing institucional ou de divulgação de produtos, porém isso é diferente). Aparentemente, os benefícios para a área de relações com investidores (RI) até agora são poucos e indiretos, e os custos de manter esses meios atualizados e atraentes para a audiência — notadamente, tempo da equipe e eventual despesa com assessoria especializada — não são baixos. Considerando-se que os recursos disponíveis para o departamento de RI são limitados, entendo que existem alternativas de aplicação mais efetivas e com retorno melhor. Portanto, investir nisso não é prioritário. A audiência desse canal de comunicação é claramente formada por pessoas físicas, que não são o foco das estratégias de RI da maioria das empresas.

No que diz respeito às redes sociais, como Facebook, Twitter, MySpace, Orkut, LinkedIn ou SecondLife, não está nítido por enquanto se as pessoas, de fato, recorrem a esses canais para buscar informações sobre companhias e opções de investimento. Também não se sabe quais dados os investidores gostariam de ver, em qual formato, nem o valor que eles atribuem à presença de uma empresa nas mídias sociais. Publicar conteúdo nas redes não significa, necessariamente, mais exposição à base de assinantes desses meios ou maior audiência. No máximo, essas informações vão chamar a atenção e direcionar os interessados para os canais convencionais de comunicação de RI. Para investidores, a principal referência de informações corretas e atualizadas na internet sobre as empresas continua sendo, afinal, o website corporativo.

Acredito que YouTube, SlideShare, Flickr e GoogleMaps, dentre outros, do ponto de vista de RI, servem atualmente apenas como instrumentos para incrementar o website institucional. Vídeos, podcasts, apresentações, fotos e referências inseridos nessas plataformas e ligados ao site podem deixar a mensagem da empresa mais clara e interessante; no entanto, os investidores, em geral, não procuram diretamente essas mídias em busca de informações oficiais.

Aparentemente, fóruns de discussão em páginas de finanças e investimentos, como StockTwits e ADVFN, e blogs especializados e independentes são úteis e têm boa e crescente audiência entre os investidores pessoas físicas. Convém acompanhar o que é falado sobre sua companhia nesses ambientes, sem, contudo, interferir nas discussões, já que isso pode ser mal interpretado. O que as pessoas querem nesses espaços é, principalmente, debater opiniões sobre as empresas, conhecer oportunidades de investimento e não tratar diretamente com equipes de RI. A propósito, a área de RI de sua companhia está autorizada a discutir pública e detalhadamente sobre todos os assuntos na internet (inclusive boatos, projeções e concorrência)?

As mídias sociais têm potencial para ser um ótimo canal de comunicação com investidores, todavia até então não chegamos a esse ponto. Usá-las, hoje, provavelmente, faz mais sentido para empresas que já têm grande visibilidade, marca forte e apelo com pessoas físicas — como Vale, Magazine Luiza, Lojas Renner, Itaú, BM&FBovespa, Gol, etc. — ou cuja estratégia de RI seja focada, sobretudo, no varejo.


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