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Queda da bolsa estimula companhias a recomprar ações

, Queda da bolsa estimula companhias a recomprar ações, Capital AbertoO cenário externo agitado, que promoveu a forte oscilação nos preços dos papéis nos últimos dois meses, causou calafrios nos investidores pouco acostumados com a volatilidade do mercado acionário. Além de aterrorizar os mais ansiosos, a baixa cotação de alguns papéis serviu também para deflagrar em diversas companhias os chamados programas de recompra de ações de própria emissão. Somente no último mês foram aprovadas 12 operações desse tipo. Do total, duas já se encontram registradas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Com excesso de recursos em caixa e ações em declínio, o Paraná Banco registrou na CVM, em novembro, uma oferta para recomprar 4.156.481 ações preferenciais no período de um ano. A quantidade representa 10% dos ativos em circulação. “Os analistas do UBS e do HSBC, que acompanham nosso desempenho, recomendaram a operação”, afirma Luis César Miara, diretor de Relações com Investidor do banco. De acordo com o executivo, ainda não foi decidido se os papéis serão cancelados ou devolvidos ao mercado após o término do prazo.

Segundo Eduardo Kondo, analista da corretora Concórdia, a recompra, quando bem utilizada, gera valor para a companhia e, conseqüentemente, para os acionistas. Para que a estratégia renda os frutos esperados, é preciso que seja implementada em momento oportuno, ou seja, quando as ações da companhia estiverem subavaliadas pelo mercado. “Normalmente faz-se a recompra quando há uma crise muito forte e o preço dos papéis despenca”, explica Kondo.

, Queda da bolsa estimula companhias a recomprar ações, Capital AbertoOutro benefício da recompra é a sinalização, por parte dos administradores, de que confiam nos fundamentos da empresa e apostam na recuperação do preço das ações. A estratégia pode ser utilizada também para promover ajustes na estrutura de capital, permitindo um balanceamento entre capital próprio e de terceiros. Tal efeito é obtido quando as ações são canceladas. Com a redução no número de títulos, a base de capital próprio da companhia é também diminuída, alterando a proporção entre recursos da empresa e de terceiros.

No entanto, avalia Kondo, nem todas as operações são necessariamente bem recebidas pelo mercado. No caso de companhias que acabaram de abrir o capital, a opção pode não ser bem digerida, pois poderia ser entendida como a ausência de opções de investimento mais rentáveis. Ainda segundo o analista, o fato de os papéis estarem cotados abaixo do preço de emissão no IPO, por exemplo, não justificaria a decisão de recompra, sobretudo porque as ofertas de ações foram lançadas a múltiplos muito altos no último ano. “É preciso ter cuidado para diferenciar quem enxerga uma boa oportunidade de negócio daqueles que tentam induzir o mercado a acreditar que os preços estão baixos”, afirma.


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