Países do Sudeste Asiático lançam bolsas de valores

Captação de recursos/Temas/Internacional/Edição 105 / 1 de maio de 2012
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Depois de Laos lançar sua bolsa de valores no ano passado, foi a vez de o Camboja seguir o mesmo caminho. Em abril, inaugurou seu pregão com a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Phnom Penh Water Supply Authority (PPWSA), a abastecedora de água da capital do país controlada pelo governo. Foram captados US$ 20 milhões. No primeiro dia de negociação, os papéis subiram 47%, impulsionados pelo entusiasmo dos investidores com o IPO.

A expectativa é que o sucesso da oferta da PPWSA incentive outras companhias a abrir o capital no país. Até o fim deste ano, são esperados mais dois IPOs de companhias estatais — uma do ramo de telecomunicações e outra, do de portos. No setor privado, bancos, seguradoras e fabricantes de vestuário são os candidatos mais prováveis.

O lançamento da bolsa reflete o desejo do Camboja de fortalecer seu mercado de capitais num momento em que o país vê o produto interno bruto (PIB) avançar. De acordo com o Banco de Desenvolvimento Asiático, o Camboja cresceu 6,8% no ano passado. Para 2012, é previsto um incremento de 6,5%. Os setores que mais contribuíram para o avanço do PIB foram os de turismo, agricultura e manufaturados. Cabe ressaltar, no entanto, que, apesar desse desenvolvimento, milhões de pessoas ainda vivem na pobreza no Camboja. A corrupção e a dificuldade de fazer negócios também afastam os investidores estrangeiros do país.

Para lançar sua bolsa de valores, o Camboja contou com o apoio na parte de tecnologia e treinamento da Bolsa da Coreia. Ela detém 45% de participação no pregão cambojano e 49%, no de Laos, que também contou com o seu apoio. Essas parcerias parecem ser uma tendência. Em abril, Mianmar anunciou que a Bolsa de Tóquio e a Daiwa Securities vão colaborar para a abertura de seu pregão.




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Tags:  mercado internacional Bolsa de valores Ásia Encontrou algum erro? Envie um e-mail



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