Obama, o queridinho dos mais ricos gestores de fundos hedge

Gestão de Recursos/Internacional/Temas/Edição 57 / 1 de maio de 2008
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Se o salário dos doadores de campanha tiver influência sobre o resultado da eleição, Barack Obama será o novo presidente eleito dos Estados Unidos. O senador de Illinois, que disputa a indicação do Partido Democrata para a Presidência, recebeu doações de quatro dos dez primeiros colocados na lista da revista Alpha como os mais bem remunerados da indústria de hedge daquele país.

O resultado surpreende. Obama disputa a indicação do seu partido com a senadora Hillary Clinton, mulher de Bill Clinton, presidente em anos prósperos para o mercado de capitais norte-americano que, apesar disso, recebeu doação direta de apenas um dos dez. O senador John McCain, líder folgado das prévias do partido mais amigável ao mercado, o Republicano, não conseguiu donativo direto de nenhum dos nomes da lista.

O mais notório dos doadores de Obama foi o megainvestidor George Soros, que ganhou cerca de US$ 3 bilhões em 2007 e foi o segundo da lista de salários da Alpha. Ele doou US$ 2,3 mil, o máximo que uma pessoa física pode dar a um candidato nos Estados Unidos. John Griffin, fundador da Blue Ridge Capital, que fez US$ 625 milhões no ano passado, declarou apoio ao candidato republicano Mitt Romney, mas pôs dinheiro no comitê de Obama.

Após receber uma visita do presidenciável democrata, Kenneth Griffin (do Citadel Investment Group, de Chicago) doou a mesma quantia que Soros — quase nada perto do US$ 1,5 bilhão que faturou em 2007. A maior remuneração de 2007 na indústria dos fundos de hedge — US$ 3,7 bilhões — foi de John Paulson, da Paulson & Company. Ao destinar suas doações, contudo, ele não mostrou a mesma aptidão com que pilota fundos hedge. Colocou dinheiro nas campanhas dos republicanos Mitt Romney e Rudolph Giuliani, ambos sem chances de receber a indicação do partido.

Para não correr o mesmo risco, Steven Cohen, da SAC Capital, colocou alguns trocados dos US$ 900 milhões que ganhou em 2007 em comitês republicanos e democratas. Uma típica operação de hedge.

Conteúdo extra

Saiba quem doou para quem na campanha presidencial americana no site Open Secrets.


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