O saldo das ofertas

Cercadas de perspectivas favoráveis, ações distribuídas neste ano desempenham bem

Captação de recursos/Temas/Edição 72 / 1 de agosto de 2009
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Os investidores que embarcaram nas ofertas públicas de ações deste ano não têm do que reclamar. Em relação ao preço definido na oferta, todas elas — BR Malls, Hypermarcas, Light, MRV, Perdigão, Redecard e Visanet — apresentaram valorização até o fechamento do pregão do dia 30 de julho de 2009. O destaque fica por conta da construtora MRV, que já subiu 29,6%. Ela é seguida por BR Malls, com ganho de 24,13%, Visanet (18%), Hypermarcas (15,43%), Redecard (14,5%), Perdigão (3,5%) e Light (2,04%). As duas últimas, até o dia 30 de julho, não haviam anunciado ainda o encerramento de suas ofertas.

Para a corretora Planner, a valorização das ações da MRV é reflexo do plano habitacional do governo, o Minha Casa, Minha Vida, que injetou novo ânimo no setor; e também do bom resultado operacional da companhia no segundo trimestre deste ano. Os lançamentos alcançaram R$ 614 milhões, 130% mais em comparação com os três primeiros meses do ano, enquanto os estoques caíram 16% no mesmo período. O analista Eduardo Silveira, da Fator Corretora, ressalta que 82% da oferta realizada pela MRV em junho (de R$ 722 milhões no total) foi primária. Isso somou aproximadamente R$ 595 milhões (antes de deduzidas as comissões dos bancos) ao caixa da companhia.

A oferta de ações da BR Malls, no valor de R$ 836 milhões, contou com uma boa fatia de emissão primária: 54%, o equivalente a R$ 454 milhões (antes das comissões). A expectativa é de que esses recursos sejam usados para novas aquisições. Redecard e Visanet também se encontram em posição privilegiada. Os papéis das duas são considerados defensivos, uma vez que o crescimento do setor em que atuam é menos impactado pela crise.




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