Novidades a caminho

Edição 3/Contabilidade e Auditoria/Editorial/Temas / 1 de novembro de 2003
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A terceira edição da Capital Aberto traz a seus leitores reportagens sobre algumas das novidades recém-chegadas ao mercado. Aí incluem- se as estratégias do GT Capital, grupo de trabalho relançado pelo governo Lula para desenvolver a política de fortalecimento do mercado de capitais prometida em campanha; a Fenc, fundação constituída por diversos profissionais de contabilidade para buscar consensos em torno das normas de contabilidade e passar a ditá-las às autoridades competentes; e um projeto da Bovespa, a ser ainda alinhavado com as centrais sindicais, para aplicação das participações nos lucros recebidas pelo trabalhador em ações ou fundos de investimentos.

Na matéria de capa, uma esperança de boa notícia. Depois de pelo menos cinco anos de escassez continuada, o mercado começa a perceber o interesse das empresas em promover novas emissões ou mesmo abrir o capital, estimuladas pela queda nas taxas de juros iniciada em junho e pela expectativa de estabilidade e retomada do crescimento econômico no próximo ano. Com crescimento à vista, projetos de investimentos são novamente tirados da gaveta e companhias saem em busca de um veículo de financiamento que lhes permita uma estrutura de capital mais competitiva. Investidores satisfeitos com a maturidade de suas participações também enxergam a bolsa como uma possibilidade – agora mais atraente – de realizar lucros e se capitalizar para novas aplicações.

Em meio ao entusiasmo provocado pela alta das bolsas e às intenções do governo de usar o mercado de capitais como financiador de projetos de parceria com a iniciativa privada e assim compensar a falta de verba pública, uma parada para reflexão. Se não falta interesse e necessidade de promover a formação de poupança no Brasil, falta certamente uma estrutura educacional preparada para formar cidadãos que aspirem ser bons investidores. Ao contrário de países desenvolvidos, o Brasil não dispõe de uma política do governo federal voltada à educação financeira.

Também nesta edição, informações sobre um produto disponível desde meados do ano e ainda à espera de habilitados para testá-lo. Trata-se da nova regulamentação para uso de opções nas recompras de ações, uma ferramenta de sofisticação das usuais recompras que, se bem aplicadas em cada caso, pode reduzir custos e ampliar a liquidez no mercado à vista.

Por fim, uma reportagem especial sobre o rodízio de auditorias, exigência legal que será realidade na vida das companhias abertas a partir do próximo ano. A norma, uma das mais controversas já publicadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), teve sua aplicação confirmada no final de setembro e entrará em vigor sob o repúdio das empresas de auditoria e a satisfação dos que consideram o rodízio um elemento fundamental na prevenção de falhas que prejudiquem os acionistas.


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