Novas regras para supermercados financeiros

Legislação e Regulamentação / Temas / Internacional / Edição 108 / 1 de agosto de 2012
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A Financial Services Authority (FSA), órgão regulador britânico, colocou em audiência pública uma proposta que vai ter impacto direto sobre o modelo de negócios dos supermercados financeiros — plataformas online que permitem ao cliente comparar as condições de produtos oferecidos por diversas instituições financeiras (taxa de administração e rentabilidade, por exemplo) e adquirir aquele que mais lhe agradou. No modelo atual, os bancos pagam os proprietários das plataformas por essa distribuição. Os custos desse serviço são embutidos nos preços dos produtos e repassados aos investidores. O problema, aponta a FSA, é que não há qualquer transparência sobre esses valores.

Diante disso, o xerife do mercado de capitais britânico propõe uma reformulação no modelo de negócios dos supermercados financeiros. No lugar da cobrança pela distribuição e do repasse desse custo para o preço dos produtos, a FSA sugere que as plataformas cobrem explicitamente dos clientes uma taxa pelo uso do sistema. “Cada vez mais, os investidores estão utilizando essas plataformas como um ’balcão único’ para fazer suas aplicações. O problema é eles não terem ideia de quanto estão pagando por esse serviço; alguns acreditam que é de graça”, ressalta Sheila Nicoll, diretora da FSA.



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