Nicho desbravado

Profissionais de private equity inauguram administradora de fundos independente

Gestão de Recursos / Temas / Edição 111 / 1 de novembro de 2012
Por 


É difícil para os gestores de private equity conciliar as decisões estratégicas com as atividades administrativas de seus fundos. A parte burocrática do negócio acaba requerendo um tempo dos profissionais que poderia ser usado para investir. Pensando nisso, Marco Antonio Pisani, ex-Pátria Investimentos, e Francisco Sanchez, do Stratus Group, criaram a Lions Trust, primeira administradora independente brasileira voltada ao segmento de private equity, venture capital e seed capital. Fundada há apenas dois meses, a empresa oferece serviços de estruturação dos veículos de participações, administração fiduciária, controladoria, e negociações com investidores.

Atualmente, quem administra os fundos de private equity no Brasil são grandes bancos e casas tradicionais, como o Citibank e a BNY Mellon, que entraram no segmento de fundos de participações há pouco tempo. Segundo Pisani, esse é o grande diferencial da Lions. “Os outros administradores cuidam de todos os tipos de fundos; a nossa empresa é focada no segmento de ativos ilíquidos”, diz.

Sócio da Performa Investimentos, uma das quatro clientes da Lions Trust, Eduardo Grytz aprova a função dos novos administradores. “O investidor passa a ter segurança no processo, pois o administrador, entre outras coisas, cuida de toda a legislação e regulamentação exigida para os fundos”, afirma. É ele quem faz a interface com o auditor e, na parte estrutural, provê os sistemas de informação e controle próprios para manter as regras de boa governança, observa Grytz.

Em outros países, esse nicho de negócio é ocupado por gestores independentes há muito mais tempo. A razão para a demora do Brasil em adotar esse modelo, comenta Pisani, está relacionada às atribuições aplicáveis a esse profissional no País: “Em outros mercados, o administrador trabalha como contador do fundo; aqui, até em razão da rígida regulamentação, ele tem mais responsabilidades e é mais fiscalizado”.



Participe da Capital Aberto:  Assine Anuncie


Tags:  private equity gestores fundo administração de fundos Encontrou algum erro? Envie um e-mail



Matéria anterior
À espera da diversificação
Próxima matéria
Elas se deram bem




Recomendado para você




Nenhum comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.



Leia também
À espera da diversificação
A Capital Dynamics está prestes a lançar seu primeiro fundo de fundos de private equity no País, o CD Brasil 1. Com experiência...