Mercado prepara lançamento de ETFs

Captação de recursos / Temas / Edição 73 / 1 de setembro de 2009
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A família dos Exchange Traded Funds (ETFs) brasileiros, fundos que acompanham índices de ações e cujas cotas são negociadas na bolsa de valores, promete crescer. A Bolsa lançará pelo menos dois novos fundos ainda este ano, informa Adriana Sanchez, gerente de produtos de renda variável da BM&FBovespa. Atualmente, apenas quatro dos 14 índices existentes contam com ETFs. O Itaú administra o PIBB11, mais antigo ETF do mercado, atrelado ao IBrX 50. O Barclays, líder mundial do segmento, explora o mais líquido dos ETFs brasileiros, atrelado ao Ibovespa; e também os fundos indexados aos índices Mid-Large Cap e Small Cap. O HSBC é cotado como a próxima instituição financeira a ingressar no segmento. Questionado a respeito pela CAPITAL ABERTO, o banco informou que está estudando a possibilidade.

O interesse pelo mercado de fundos de índices é crescente. Na média de 2009, até 13 de agosto, os ETFs negociaram R$ 2,485 bilhões. Por dia, em média, o volume alcançou R$ 16,2 milhões – cifra 144% superior à de 2008, ano de lançamento dos ETFs. A recuperação do mercado de ações, que neste ano acumula alta superior a 50%, foi fundamental para o incremento dos negócios. Ao mesmo tempo, a sofisticação das operações vem contribuindo para o desenvolvimento desse mercado.

“Fizemos mudanças no sistema da CBLC que, a partir de março, tornaram as operações de arbitragem com ETFs mais eficientes”, analisa Marcelo Allain, diretor de gestão de ativos do Barclays. Foi permitido que investidores interessados em arbitrar comprassem a cesta de ações que compõem o índice e solicitassem a conversão em cotas de ETF durante um mesmo pregão. Anteriormente, a operação de compra deveria ser realizada com três dias de antecedência, o que reduzia a possibilidade de ganhos. A sofisticação das operações com ETFs é uma tônica do mercado, dominado pelos investidores institucionais domésticos (gestores de recursos e fundos de pensão). Segundo Allain, esse grupo de aplicadores já começa a explorar outro nicho: o aluguel de cotas de ETFs. No dia 1º de setembro, a CBLC registrava que 520,8 mil cotas do fundo atrelado ao Ibovespa estavam alugadas. A taxa média de retorno do doador era de 2,78% e a tomador, 2,93%.


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Tags:  Bolsa de valores Índices de ações Encontrou algum erro? Envie um e-mail



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