Mercado aposta em bolsas de ativos ambientais

Captação de recursos/Temas/Edição 107 / 1 de julho de 2012
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Aos poucos, projetos para a criação de um mercado local de ativos ambientais ganham força no Brasil. No início de junho, a BM&FBovespa e o governo do estado de São Paulo assinaram um protocolo de intenções voltado à proposição de medidas técnicas para o estabelecimento de um “mercado verde”. “Estamos iniciando os estudos para saber quais são os ativos a serem criados e qual é o papel da Bolsa no desenvolvimento desse mercado”, afirma Guilherme Fagundes, gerente de produtos ambientais, energia e metais da BM&FBovespa.

Em princípio, é discutida a negociação de dois tipos de títulos: créditos de carbono e certificados de compensação de reserva legal. Hoje, os créditos de carbono vendidos em leilões na BM&FBovespa não têm compradores brasileiros porque ainda não foram definidas no País metas de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa. Já a negociação de papéis relativos à compensação de reserva legal permitiria que donos de propriedades rurais que não atingissem o mínimo previsto de preservação de mata nativa comprassem créditos daqueles que mantêm florestas além do exigido. O governo paulista precisa regulamentar o monitoramento e a verificação dessas áreas e da redução de emissão de gases poluentes pelas empresas.

O projeto da Bolsa Verde do Rio (BVRio) segue caminho parecido. A BVRio planeja iniciar a negociação de créditos de carbono ainda este ano. O estímulo vem, inicialmente, da imposição de metas de redução de gases para as empresas baseadas no estado do Rio de Janeiro. A BVRio também se prepara para negociar créditos de reserva legal e de logística reversa. Este último produto, ainda em estágio inicial de desenvolvimento, será gerado a partir de metas de reciclagem aplicáveis a fabricantes de lâmpadas, baterias e pneus. “Iniciamos o cadastro de potenciais compradores e vendedores de ativos. Há centenas de interessados”, conta Pedro Moura Costa, presidente da BVRio, que espera iniciar a negociação ao longo deste semestre.




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