IPO do Carlyle sofre com desconfiança dos investidores

Bimestral / Governança Corporativa / Temas / Internacional / Edição 104 / 1 de Abril de 2012
Por 


O Carlyle, um dos maiores grupos de private equity do mundo, está penando para levar adiante sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). A gestora enfrenta a desconfiança do mercado, após ter tentado adotar uma cláusula nada convencional em seu estatuto. O dispositivo obrigava os investidores a resolverem disputas com a companhia por meio de arbitragem, proibindo que eles usassem as ações judiciais coletivas — conhecidas, em inglês, como class actions — para buscar indenizações. Como resultado, qualquer processo que a empresa sofresse por fraude ou má conduta seria tratado em sigilo. A iniciativa não prosseguiu por pressão dos investidores e da Securities and Exchange Commission (SEC), mas deixou arranhões na imagem da companhia, que tenta captar US$ 100 milhões em ações.

Para reforçar a venda dos papéis, o Carlyle contratou, em março, cinco bancos de renome: Barclays Capital, Morgan Stanley, Deutsche Bank, BoFA Merrill Lynch e UBS. Eles vão se juntar ao JPMorgan Chase & Co., Citigroup Inc. e Credit Suisse Group AG, que coordenam a oferta, segundo a Bloomberg News.

As dificuldades enfrentadas pelo Carlyle também revelam a frustração dos investidores com o fraco desempenho das ações de gestoras de private equity que abriram o capital nos Estados Unidos nos últimos quatro anos: Fortress Investment Group, Blackstone Group, Kohlberg Kravis Roberts & Company (KKR) e Apollo Global Management. Das quatro, apenas a K.K.R. era negociada, em 13 de março, acima do preço do seu IPO. O cenário econômico também não vem ajudando. Desde 1º de outubro de 2011, 41 empresas adiaram ou desistiram do seu IPO, de acordo com a Dealogic.



Participe da Capital Aberto:  Assine Anuncie

Encontrou algum erro? Envie um e-mail



Matéria anterior
Cota para mulheres no board pode virar lei na UE
Próxima matéria
Regente da harmonia




Nenhum comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.



Leia também
Cota para mulheres no board pode virar lei na UE
A iniciativa de Bélgica, França, Itália, Holanda e Espanha de criar cotas para a participação de mulheres em conselhos...