Investimento responsável

Stratus ajuda a Unnafibras a se encaixar na trinca de práticas exigidas pelo PRI

Especial/Gestão de Recursos/Reportagens/Private Equity e Venture Capital 2010/Temas / 1 de novembro de 2010
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Primeira firma de private equity brasileira a se tornar signatária do PRI (Principles for Responsible Investment) — conjunto de princípios de investimento responsável da Organização das Nações Unidas (ONU) —, a Stratus sabe como é difícil encontrar companhias que conciliem boas práticas de sustentabilidade com elevado potencial de crescimento. Por isso, a Unnafibras, maior produtora nacional de fibras de poliéster a partir da reciclagem de garrafas pet, foi considerada um verdadeiro achado. Em junho deste ano, a gestora fundada em 1999 e com mais de R$ 470 milhões sob gestão aportou nela R$ 100 milhões através de seu fundo Stratus CleanTech, criado em 2006 para investir em setores relacionados à proteção ambiental, energia renovável, reciclagem e sustentabilidade.

Segundo o sócio da Stratus Alberto Camões, foram necessários poucos ajustes para encaixar a empresa na trinca de práticas exigidas pelo PRI — respeito ao meio ambiente, boa governança corporativa e responsabilidade social. A principal mudança se deu na seara da governança, com a implementação de um conselho de administração. A Unnafibras pertencia a sete sócios, que a adquiriram em 1996 por meio de um management buyout (MBO) — nome que se dá às transações em que o controle é comprado por executivos da empresa.

A gestora encontrou uma empresa bem administrada, o que tornou desnecessário fazer mudanças significativas nos postos da alta diretoria. Apenas Rubens Spada, antigo CEO, foi remanejado para a posição de presidente do conselho de administração, que carecia de uma abordagem mais estratégica e de longo prazo. “Eles estavam tão envolvidos na rotina da companhia que lhes faltava uma visão externa”, lembra Camões. Já nas primeiras reuniões do board, ficou claro como os processos de governança haviam aumentado a agilidade na tomada de decisões.

Expandir é a palavra de ordem na Unnafibras, que possui mais de 400 funcionários em três unidades — nos municípios paulistas de Santo André e Mauá e em Alhandra (PB). A perspectiva de seus diretores é fechar o ano com faturamento de R$ 120 milhões. O Brasil é um dos maiores produtores de embalagens pet do mundo. Em 2008, ano do último levantamento feito pela Associação Brasileira da Indústria do Pet (Abipet), o País produziu 253 mil toneladas, atrás apenas dos Estados Unidos e do Japão, que geraram 658 mil e 397 mil toneladas, respectivamente. O percentual de reciclagem das embalagens no País é de 54,8%. “O potencial de crescimento da empresa reside tanto no aumento do consumo de refrigerante e água mineral pelas classes C, D e E, quanto no incremento do percentual de material reciclado”, afirma Camões.

Parte dos recursos aportados pelo Clean Tech será usada pela Unnafibras para expandir sua atuação para outros segmentos de reciclagem do pet, como a produção de peças de automóveis e embalagens. Atualmente, a companhia produz fibras têxteis para utilização em roupas e enchimento de travesseiros, além de produtos para os segmentos de móveis e calçados.

No ano passado, a Unnafibras reciclou mais de um bilhão de garrafas pet. Elas ajudaram a produzir as fibras têxteis que estiveram presentes no uniforme da seleção brasileira de futebol na última Copa do Mundo. A responsabilidade social também é tratada com atenção na empresa, que possui um projeto de auxílio aos membros de cooperativas de catadores de garrafas pet.

A Stratus espera triplicar o tamanho da companhia localizada em Santo André (SP), o que lhe permitiria sair do investimento no prazo de três a cinco anos. Para Camões, uma das portas mais atraentes para essa saída é o Novo Mercado, segmento mais exigente em governança corporativa da BM&FBovespa. “O mote da sustentabilidade trará apelo enorme para o investidor em eventual abertura de capital”, avalia Camões.


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