Investidores de cotas de fundos de hedge miram emergentes

Bimestral / Gestão de Recursos / Temas / Internacional / Edição 93 / 1 de maio de 2011
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A indústria de fundos de fundos de hedge passa, hoje, por uma transformação. Longe de recuperar o patrimônio que tinha em 2008, de US$ 1,25 trilhão — até o segundo trimestre de 2010, esse valor era de US$ 910 bilhões, de acordo com a consultoria norte-americana Preqin —, os gestores desses produtos apostam em estratégias para atrair investidores. E quem pode se dar bem com a novidade é o Brasil. A gestora Parker Global Strategies, de Connecticut, com US$ 2,5 bilhões de ativos sob gestão, está pronta para lançar duas carteiras que serão formadas, especificamente, por cotas de fundos de hedge cambial de países emergentes, incluindo o Brasil.

A Prequin mostra que diversas firmas nos Estados Unidos estão interessadas em lançar carteiras com cotas de fundos de hedge especializados. A Old Greenwich Partners, de Nova York, por exemplo, procura, atualmente, gestores de hedge fund na África. O investimento em fundos de mercados emergentes seria uma tentativa de alavancar os ganhos. No acumulado do ano até março, os fundos de fundos de hedge valorizaram apenas 0,82%. A expectativa da Preqin é que, até o fim de 2011, essa indústria alcance US$ 950 bilhões de patrimônio.

Passados mais de dois anos desde a revelação da fraude de Bernard Madoff e de seu hedge fund, a lembrança do ocorrido ainda atrapalha o crescimento dessa indústria, avalia a Preqin. De acordo com a consultoria, muitas gestoras de fundos de fundos de hedge desapareceram devido, principalmente, a um aumento dos custos operacionais com diligência. Se há cinco anos US$ 250 milhões em ativos sob gestão era suficiente para bancar um negócio rentável de fundos de fundos de hedge, agora é preciso bem mais: no mínimo, US$ 500 milhões a US$ 600 milhões, estima a consultoria.


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Tags:  mercado internacional Investimentos Fundos hedge Emergentes Encontrou algum erro? Envie um e-mail



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