Inglaterra quer mudar código em favor da diversidade

Bimestral / Governança Corporativa / Temas / Internacional / Edição 94 / 1 de junho de 2011
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Seguindo a tendência europeia, a Inglaterra se move para facilitar uma maior participação feminina nos conselhos de administração. O Financial Reporting Council (FRC) lançou consulta pública para mudar o código de governança local (UK Corporate Governance Code) na questão da diversidade dos boards.

Segundo a proposta, as empresas devem adotar uma política sobre esse tema que inclua objetivos mensuráveis. Além disso, eles propõem a divulgação, no relatório anual, dos progressos feitos nessa área.

A iniciativa chega num momento de pressões por mudanças na composição desses órgãos. Enquanto países como Noruega e França adotam políticas de maior participação feminina nos boards, e outros discutem o tema, como a Itália e a Alemanha, a Inglaterra mostra-se um reduto de resistência do clube do Bolinha.

A pesquisa Women on Boards 2011, da GovernanceMetrics International, indica que quase 48% das grandes empresas inglesas não possuem nenhuma mulher em seus conselhos. Na média, o país apresentou 9,1% de participação feminina nos boards. Alemanha, França e Estados Unidos apresentaram média de 11,2%, 12,7% e 12,3%, respectivamente. A Noruega, que estabeleceu um sistema de cotas para mulheres em conselhos em 2006, apresentou a média mais alta: 35,6%.

O debate sobre o tema, entretanto, começa a gerar efeitos colaterais. Nos EUA, a quantidade de conselheiras “superconectadas” — com participação em boards de quatro ou mais empresas — tem aumentado em decorrência da maior demanda por profissionais do sexo feminino. “A diversidade do conselho não deve ser conquistada em detrimento de sua qualidade. Nenhum conselheiro consegue desempenhar bem seu papel atuando em quatro ou mais órgãos”, opina Michelle Lamb, diretora da Corporate Library.


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