Índia mantém as compras em países do Primeiro Mundo



A crise ocasionada pelo subprime — créditos imobiliários de alto risco — parece não ter refreado o ímpeto das empresas indianas. Segundo ranking da consultoria KPMG, o país foi campeão em fusões e aquisições com empresas de países desenvolvidos no segundo semestre de 2007. A auditoria analisou negócios fechados em dez países emergentes e 11 desenvolvidos.

Contrariando a tendência mundial de retração, as companhias indianas foram responsáveis por 35 acordos com empresas de países ricos na segunda metade de 2007, um a mais que no semestre anterior. No total, foram 62 ocasiões em que os emergentes foram às compras no Primeiro Mundo, ante 105 iniciativas na direção oposta. Na primeira metade de 2007, os números foram 78 contra 148. Este ano, a tendência continua. No fim de março, a montadora indiana Tata anunciou a compra das tradicionais marcas britânicas Jaguar e Land Rover, pertencentes à norte-americana Ford, por US$ 2,3 bilhões.

“A habilidade do comprador de economias emergentes, especialmente o indiano, de permanecer firme depois do abalo no crédito mundial é louvável”, comenta Ian Gomes, da KPMG de Londres. O executivo ressalta, no entanto, que fusões e aquisições feitas por emergentes ainda ocupam a parte de baixo do espectro de valor, ou seja, o volume dos negócios é baixo se comparado com os dos países ricos. “O importante é que a quantidade de negócios está crescendo de maneira considerável. Em 2005, fusões e aquisições feitas por emergentes correspondiam a menos de 25% das transações feitas pelos desenvolvidos. Hoje, esse número mais que dobrou”, completa.

Apesar de ainda manter a dianteira no quesito, os Estados Unidos compraram muito menos empresas de países emergentes do que o habitual: foram 39 acordos contra 67 no semestre anterior. A míngua norte-americana tem um responsável: a China, cujas empresas vinham sendo o principal destino do dinheiro dos EUA para aquisições. “Grande parte dos melhores negócios no país asiático já foi fechada, e as empresas chinesas estão preferindo tocar seu negócio a vendê-lo”, explica Gomes.

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India shrugs off credit crunch worries to lead emerging market deal activity


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