IFC exalta atuação de bancos brasileiros na crise

Bimestral / Governança Corporativa / Temas / Internacional / Edição 76 / 1 de dezembro de 2009
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A travessia relativamente tranquila pela tormenta da crise financeira global continua a render muitos elogios aos bancos brasileiros. Um relatório do Global Corporate Governance Forum (GCCF) — divisão responsável pelo debate de boas práticas de governança da Internacional Finance Corporation (IFC), ligada ao Banco Mundial — é mais uma demonstração do moral que as instituições verde-amarelas desfrutam lá fora.
O documento buscou encontrar onde os conselhos de administração dos bancos falharam na crise. Nos boards das instituições financeiras internacionais, a falta de expertise dos conselheiros e o monitoramento deficiente dos riscos foram duas das principais falhas detectadas, pontos com os quais o Brasil soube lidar bem. Aqui, a nomeação de todos os conselheiros deve ser aprovada pelo Banco Central, que cobra capacitação técnica adequada para o exercício da profissão. Além disso, o postulante ao cargo deve se submeter a uma consulta pública.
Lá fora, a prática é diferente. “É surpreendente como muitos conselhos não sabiam nada dos produtos que afundaram os resultados de alguns bancos durante a crise”, revelou o relatório, lançado em 3 de novembro. Isso se deve, em boa parte, ao modo de seleção dos conselheiros. “Apesar de o processo formal exigir um comitê de nomeação, o que ocorre, de fato, é uma interferência grande do CEO na contratação de conselheiros”, apontam os relatores.
A gestão de riscos foi outro ponto criticado. A entidade alertou para a importância de uma cultura de gestão de riscos. “Não basta apenas antecipar e medir os riscos, é preciso ter agilidade e resiliência após a descoberta de um risco inesperado”, ressaltou a IFC. O relatório indica que os bancos brasileiros podem dar uma luz nesse aspecto, e cita o exemplo dos comitês de auditoria: “Além de suas responsabilidades corriqueiras, esses comitês têm a obrigação de reportar diretamente ao Banco Central qualquer problema não resolvido pelo conselho”.


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Tags:  Governança Corporativa Gestão de riscos Encontrou algum erro? Envie um e-mail



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