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Histórias de família

A adoção de boas práticas de governança corporativa torna-se mais importante quanto maior é o número de participantes no capital. Elas permitem disciplinar comportamentos e prevenir surpresas desagradáveis, deixando o ambiente corporativo mais estável e os acionistas mais tranquilos. Por isso a governança é um tema tão recorrente na vida de uma companhia aberta. E, pelas mesmas razões, deveria fazer parte do dia a dia das empresas familiares, principalmente aquelas que atravessaram gerações e atingiram um elevado número de herdeiros e agregados.

Nesta edição especial, reunimos casos de empresas familiares em diversos estágios de governança. Para chegar a eles, definimos previamente as situações que gostaríamos de retratar — por exemplo, a formação de um conselho de família, os preparativos para um IPO, a decisão de sair ou ficar na gestão, o processo sucessório, a busca de um sócio capitalista ou estratégico. A seleção dos casos apresentados partiu de uma série de indicações feitas por consultores e especialistas em empresas familiares. Não nos propomos a contar apenas histórias de excelência, ao contrário. O objetivo é expor as diversas experiências de uma empresa familiar, com suas virtudes e seus defeitos.

Esta é a sexta edição da série Coletânea de Casos, que já contou histórias de IPOs, relações com investidores (RI), investimentos de private equity, governança corporativa, conselhos de administração e, agora, governança em empresas familiares. Esperamos que os acontecimentos aqui revelados venham a servir de inspiração e ensinamento para outras empresas familiares engajadas — ou, ao menos, interessadas — em aperfeiçoar seus modelos de organização.