Meio-ambiente na conta

Consultorias pressionam fundos de pensão a considerar fatores ESG

Governança Corporativa/Internacional / 1 de outubro de 2017
Por 


Ilustração: Rodrigo Auada

Ilustração: Rodrigo Auada

Doze grandes consultorias de investimentos do Reino Unido avisaram que vão pressionar os fundos de pensão a levar em conta fatores sociais, ambientais e de governança (ESG, na sigla em inglês) na hora de decidir onde aportar seus recursos. O grupo de consultorias, que inclui Allenbridge, Mercer e Redington, presta serviços a fundações que têm 1,6 trilhão de libras sob gestão.

A iniciativa dessas firmas tem como objetivo incentivar os fundos de pensão a cumprir a recomendação do regulador do setor — o Pension Regulator —, que considera que os “fatores ESG são cruciais para o sucesso de investimentos de longo prazo”. Na prática, entretanto, o investimento com base nesses fatores não é tão simples. “Os fundos de pensão têm dúvida, por exemplo, sobre qual a maneira correta de reduzir os índices de carbono de seu portfólio. Parar de investir em companhias que trabalham com combustíveis fósseis é o melhor caminho? Ou será que as fundações deveriam se tornar mais eficientes nas análises de emissões de carbono e verificar esse item independentemente do setor da empresa?”, questionou Therese Niklasson, chefe global de ESG da Investec Asset Management, em entrevista à Institucional Investor.

O alerta das consultorias, vale destacar, ocorre após a Vanguard, uma das maiores gestoras de fundos de índice do mundo, escrever recentemente, em uma carta enviada a empresas, que as mudanças climáticas representam uma grande incerteza para o futuro das organizações e que é fundamental que invistam em sustentabilidade ambiental.

 


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Tags:  Governança sustentabilidade Internacional Reino Unido Fundos de pensão ESG responsabilidade socioambiental Encontrou algum erro? Envie um e-mail



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