Grandes empresas alemãs são alvos de ativistas

Movimento perdeu um pouco de força em 2018, mas tende a se recuperar a partir deste ano

Governança Corporativa/Internacional / 1 de fevereiro de 2019
Por 


Grandes empresas alemãs são alvos de ativistas

Ilustração: Rodrigo Auada

Pelo menos 30 vagas em conselhos de administração de empresas alemãs foram conquistadas por investidores ativistas desde 2014, de acordo com levantamento da firma de advocacia americana Sidley Austin LLP. O movimento perdeu um pouco de força em 2018 — período em que os ativistas empreenderam 11 campanhas, menos que em 2017 (20) e 2016 (17) —, mas a expectativa é de que volte a se acelerar a partir deste ano. Esses investidores têm como alvo as integrantes do DAX 30, índice que reúne as 30 principais companhias alemãs.

Empresas gigantes como Deutsche Bank, Adidas, E.ON, ThyssenKrupp e Volkswagen já tiveram que lidar com as demandas de ativistas, que nelas encontram um campo fértil para agir: trata-se de empresas que adotam um modelo tradicional de gestão e relutam em encampar renovações de estratégias ou de composição do conselho.

O ativismo de posição vendida — que aposta na queda das ações de companhias que os investidores consideram fraudulentas — tem crescido no país. A empresa de outdoors Stroer Group, por exemplo, foi acusada pelo hedge fund Muddy Waters de manipular seus balanços. A BaFin, reguladora do mercado financeiro alemão, abriu uma investigação contra o fundo por manipulação de mercado, assim como tem feito em outros casos semelhantes.


Leia também

Como construir uma narrativa de governança

A evolução do chamado ativismo acionário contada por meio de oito casos emblemáticos

Explicando: assembleia geral de acionistas




Participe da Capital Aberto:  Assine Anuncie


Tags:  Deutsche Bank Volkswagen DAX 30 Adidas ThyssenKrupp Encontrou algum erro? Envie um e-mail



Matéria anterior
Vale tenta, no Twitter, contornar estrago de Brumadinho
Próxima matéria
O papel das empresas na redução das tensões sociais



Comentários

Escreva o seu comentário sobre este texto!

O seu endereço de e-mail não será publicado.



Recomendado para você





Leia também
Vale tenta, no Twitter, contornar estrago de Brumadinho
Seria impossível a internet deixar de repercutir — de forma negativa, evidentemente — o absurdo de um segundo desastre...
{"cart_token":"","hash":"","cart_data":""}